França diz que 'não faz questão' do apoio do PSDB para disputar governo de SP

Vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou não precisar do apoio do PSDB, do governador e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alkmin, para alavancar sua candidatura ao governo do Estado; "Não faço questão disso (do apoio do PSDB), não acho isso relevante. Eu sou do PSB (não preciso do apoio do PSDB), zero. Terei vários apoios comigo, serei a maior coligação de São Paulo, pode ter certeza. Eu sei fazer isso e vou fazer", disse França

marcio frança
marcio frança (Foto: Paulo Emílio)

São Paulo 247 - O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou não precisar do apoio do PSDB, do governador e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alkmin, para alavancar sua candidatura ao governo do Estado. "Não faço questão disso (do apoio do PSDB), não acho isso relevante. Eu sou do PSB (não preciso do apoio do PSDB), zero. Terei vários apoios comigo, serei a maior coligação de São Paulo, pode ter certeza. Eu sei fazer isso e vou fazer. Sou completamente desconhecido, mas no dia que assumir (o governo do Estado) vou passar a ser conhecido", disse França em entrevista à Rádio Bandeirantes.

O socialista também disse que, quando assumir o cargo – o que deve acontecer entre março e abril - os secretários estaduais tucanos terão que entregar os cargos ocupados uma vez que não ficarão "numa posição tranquila sendo do PSDB, apoiando um candidato do PSDB, e estando no meu governo".

"Eu me dou muito bem com os secretários dele (Alckmin), tenho relação. Agora, é claro, como tem no meio disso uma eleição, a eleição é um corte diferente. As pessoas que são do PSDB, se o PSDB tiver um candidato efetivo, e parece que quer ter, é claro que por uma questão ética eles deverão sair do governo. Eles é que vão pedir pra sair. Ninguém que é do PSDB vai ficar numa posição tranquila, sendo do PSDB, apoiando um candidato do PSDB, e estando no meu governo, num cargo de confiança meu. Tem que deixar (o governo), é o certo", disse.

Segundo ele, a candidatura de Alckmin é a única "centrada" em um partido grande, com tempo de televisão e um bom leque de alianças e colaboradores, o que deve turbinar a candidatura tucana na disputa pelo Palácio do Planalto.

"O quadro eleitoral é muito voltado a um ativo que pouca gente consegue compreender e demonstrou isso na eleição do (João) Dória (prefeito de São Paulo). A composição partidária que dá origem ao tempo de televisão é a essência da eleição, porque acabou aquele formato anterior de campanha muito longa e acabou o dinheiro privado. Então, o que sobrou como ativo de eleição? O tempo de televisão mais o fundo partidário. E, no Brasil, 12 partidos controlam o tempo de televisão", destacou.

"O segundo nome (além de Alckmin) é um nome do PT, que as pessoas desprezam achando que é só o Lula. Não é só o Lula. O Lula não será candidato, todo mundo sabe disso. Ele vai ser condenado e vai ficar inelegível, mas o PT terá nome e o PT sempre será forte", completou.

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