Francischini, o polêmico tigrão da CPI do Cachoeira

Eleito deputado com discurso na linha do “bandido bom é bandido morto”, deputado tucano já chamou o relator Odair Cunha de “tchutchuca” e agora fala em convocar o ex-presidente Lula; será que o xerife do Paraná pode se transformar no novo líder da oposição no Brasil?

Francischini, o polêmico tigrão da CPI do Cachoeira
Francischini, o polêmico tigrão da CPI do Cachoeira (Foto: Montagem/247)
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247 – Uma CPI é sempre uma oportunidade. Na mais recente comissão de inquérito de dimensão nacional, a do mensalão, dois nomes ganharam visibilidade e despontaram em seus estados. Eduardo Paes tornou-se prefeito do Rio de Janeiro em 2008 e Gustavo Fruet, agora, é favorito para se tornar prefeito de Curitiba nas eleições deste ano.

Na CPI do caso Carlos Cachoeira, ainda não há protagonistas definidos, mas já se percebe uma luta pela ocupação de espaços e pela conquista de alguns segundos de fama no Jornal Nacional e em outros telejornais.

Um dos personagens mais ativos tem sido o deputado tucano Fernando Francischini (PSDB-PR), que tem feito de tudo para brilhar no centro do picadeiro da CPI. Francischini já deu entrevista coletiva para se dizer ameaçado de morte pelo Twitter, já chamou o relator Odair Cunha (PT-MG) de “tchutchuca” e, agora, fala em convocar o ex-presidente Lula para que ele explique a suposta pressão exercida contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Estilo xerife

O estilo xerifão é condizente com a biografia de Francischini. Eleito com um discurso na linha do “bandido bom é bandido morto”, ele foi responsável pela prisão do traficante colombiano Juan Carlos Abadía, nos tempos em que atuava como policial federal. No seu site, ele promete “tolerância zero contra as drogas e contra a corrupção”. Ao 247, já declarou ter “casca grossa” e “aguentar porrada”.

Francischini é, portanto, candidato ao título de “tigrão” da CPI. Ao dizer que Odair Cunha era “tigrão” contra Marconi Perillo e “tchutchuca” em relação a Agnelo Queiroz, ele foi indelicado e quase provocou o primeiro arranca-rabo na CPI.

No entanto, seu discurso contra Agnelo Queiroz fica enfraquecido pelo fato de Francischini ser citado em grampos da Operação Monte Carlo. Numa conversa, o sargento Dadá sinaliza a Carlos Cachoeira que Francischini seria até um aliado disposto a transferir seu título de eleitor para o Distrito Federal, onde seria o candidato tucano ao governo.

Dizendo-se vítima de arapongagem no DF, Francischini também já foi acusado de pilotar o sistema Guardião no Espírito Santo, onde foi subsecretário de Segurança Pública no governo do peemedebista Paulo Hartung. Uma das manchas do governo de Hartung foi um massacre de presidiários, denunciado internacionalmente.

Será que Francischini, o tigrão, pode se tornar o novo líder da oposição no Brasil, depois da queda do senador Demóstenes Torres?

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