Fraude em vestibulares também era feita no Enem

Segundo investigações da Polícia Federal, os candidatos pagavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil para receberem o gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio, valores bem acima dos cobrados por uma vaga em faculdades particulares (de R$ 30 mil a R$ 40 mil); a quadrilha, que atuava em Minas e no Rio, também pode ter cometido crimes em Mato Grosso e em São Paulo

Segundo investigações da Polícia Federal, os candidatos pagavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil para receberem o gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio, valores bem acima dos cobrados por uma vaga em faculdades particulares (de R$ 30 mil a R$ 40 mil); a quadrilha, que atuava em Minas e no Rio, também pode ter cometido crimes em Mato Grosso e em São Paulo
Segundo investigações da Polícia Federal, os candidatos pagavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil para receberem o gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio, valores bem acima dos cobrados por uma vaga em faculdades particulares (de R$ 30 mil a R$ 40 mil); a quadrilha, que atuava em Minas e no Rio, também pode ter cometido crimes em Mato Grosso e em São Paulo (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 – A quadrilha suspeita de vender vagas em cursos de medicina de faculdades particulares também aplicava esta fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Polícia Federal entrará nas investigações com o objetivo de encontrar os estudantes que foram beneficiados pelo esquema. Das 21 pessoas indiciadas, cinco estão presas, todas no município de Barbacena, 169 quilômetros de Belo Horizonte, capital do estado.

Segundo as investigações, os candidatos pagavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil para receberem o gabarito do Enem, valores bem acima dos que eram R$ 30 mil a R$ 40 mil cobrados por uma vaga em instituições particulares. A Polícia Civil investiga se houve procura de vagas para outras graduações. Embora a fraude tenha ocorrido em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, há suspeito de que os participantes do esquema também atuavam no em Mato Grosso e em São Paulo.

A quadrilha orientava os candidatos a marca a prova de cor amarela, no cartão de respostas, mesmo sem receberem o caderno amarelo, o que, segundo a polícia, foi consequência da falta de fiscalização na conferência da marcação dos gabaritos. Os beneficiados do esquema marcavam uma opção referente à cor da prova e, caso a mesma não fosse amarela, o aluno podia pagar, já que usava uma caneta especial para mudar a marcação da prova.

Os alunos que pagaram pelo serviço conseguiram bater a marca de 167 em 180 pontos, representando 88% de aproveitamento nas questões objetivas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse, por meio de nota que, de acordo com a Polícia Federal, não há elementos que indiquem, até o momento, ainda que de maneira pontual, o beneficiamento de qualquer aluno participante do Enem.

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