Friboi empareda PT e flerta com Campos e Caiado

Em declaração que soa como ameaça, pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás diz que, se PT insistir em lançar chapa própria, vai abrir conversações com o DEM, de Ronaldo Caiado, e poderia até mesmo apoiar a candidatura presidencial do governador de Pernambuco; petistas indicaram o nome do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como alternativa na composição da aliança com o PMDB; mas Friboi, ao que parece, não está com muita paciência para dialogar com o partido que deveria ser seu principal aliado

Em declaração que soa como ameaça, pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás diz que, se PT insistir em lançar chapa própria, vai abrir conversações com o DEM, de Ronaldo Caiado, e poderia até mesmo apoiar a candidatura presidencial do governador de Pernambuco; petistas indicaram o nome do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como alternativa na composição da aliança com o PMDB; mas Friboi, ao que parece, não está com muita paciência para dialogar com o partido que deveria ser seu principal aliado
Em declaração que soa como ameaça, pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás diz que, se PT insistir em lançar chapa própria, vai abrir conversações com o DEM, de Ronaldo Caiado, e poderia até mesmo apoiar a candidatura presidencial do governador de Pernambuco; petistas indicaram o nome do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como alternativa na composição da aliança com o PMDB; mas Friboi, ao que parece, não está com muita paciência para dialogar com o partido que deveria ser seu principal aliado (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Goiás247 - O excesso de vontade ou a falta de habilidade política de Júnior Friboi continuam a gerar crises e mal estar no PMDB e na aliança oposicionista. A mais nova ação – que pode revelar-se desastrosa – do empresário é esnobar o PT goiano, que lançou o nome do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, como pré-candidato ao governo no campo da aliança.

Júnior adota agora uma estratégia perigosa, pois pode ser compreendida como chantagem. À coluna Giro, de O Popular, diz que se o PT tiver candidato próprio, ele vai se aproximar de DEM e PSB para tentar costurar uma aliança. “Considero legítima a postulação do PT e não acho impossível de acontecer, embora seja difícil. Mas se o PT lançar chapa própria, abrirá uma grande janela para nós buscarmos aliança com DEM e PSB e até de apoiarmos em Goiás uma candidatura presidencial de Eduardo Campos”, disse ao jornalista Jarbas Rodrigues.

Flagelar o PT goiano implica em incomodar o governo federal e a presidente Dilma Rousseff. Foram nos governos petistas que a JBS (da família de Júnior) conseguiu incentivos vultosos do BNDES e se tornou a maior processadora de  proteína animal do mundo. Júnior terá mesmo coragem de acossar os petistas? “Mas PMDB e PT têm uma grande responsabilidade com a reeleição da presidente Dilma”, ameniza o empresário a O Popular.

Desde que percebeu a estratégia de Iris Rezende de não recuar do pleito pelo governo estadual, Júnior Friboi foi ataque na tentativa de ocupar espaço. Forçou o partido a fazer uma inédita “oficialização” de sua pré-candidatura. Feito isso, disse em entrevista que o nome de Iris deveria ser retirado das pesquisas de intenção de voto porque o ex-governador não é candidato.

E, de tabela, ainda arrumou o cargo ideal para o ex-ministro da Justiça, o Senado. “Iris terá a maior votação proporcional da história para senador”, diz ao Giro um animado Friboi. O empresário afirma ser amigo de Iris Rezende há mais de 30 anos, no entanto não parece. Se Iris tivesse a intenção de virar senador, ele teria revelado este desejo há tempos. Iris se cala e mantém distância das articulações porque quer, aos 80 anos, enfrentar Marconi Perillo novamente.

Resistências

Não será nada fácil para Júnior Friboi se aproximar do DEM e PSB. Ao longo dos últimos anos, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) foi um dos principais opositores ao crescimento do grupo JBS. Em 2010, Caiado chamou Júnior de “sanguessuga do produtor rural” e “rei do cartel da carne”.

Também foi Caiado quem propôs, em 2005, a criação da CPI do Cartel da Carne que investigou a atuação dos frigoríficos numa possível manipulação dos preços do mercado.

A relação de Júnior com Eduardo Campos (PSB) se deteriorou. O empresário deixou o partido do governador de Pernambuco meio que na calada e isso irritou profundamente Campos. Tanto que Friboi andou tentando se reaproximar do ex-aliado, mas Campos se recusou mesmo a recebê-lo.

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