Friboi será mais um no abatedouro do PMDB?

Empresário está próximo de se filiar ao partido de Iris Rezende com objetivo de ser o candidato ao governo em 2014; peemedebistas amenizam e dizem que Júnior Friboi chega para ser um soldado; Iris é especialista em exterminar novatos com pretensões palacianas: foi assim com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nas eleições de 2010, e depois com Vanderlan Cardoso; cacique peemedebista dá corda e recebe novatos de braços abertos, mas depois derruba todos e sai candidato

Friboi será mais um no abatedouro do PMDB?
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Goiás 247 - Aparência de empresário bem sucedido (e neste caso é mesmo), vida pública sem grandes desgastes, carreira política ainda seminal e aquela já tradicional vontade de ser governador de Goiás. As descrições se encaixaram perfeitamente para Henrique Meirelles em 2010, Vanderlan Cardoso em 2011 e, agora, se aproxima do empresário José Batista Júnior. Como catalisador deste cenário promissor, o PMDB de Goiás.

Não se fala outra coisa no partido de Iris Rezende a não ser a já esperada filiação de José Batista Júnior, ou Júnior do Friboi. A expectativa aumentou depois que o deputado Bruno Peixoto (PMDB) deu entrevista á Rádio 730 e disse que a ida dele para a legenda está praticamente acertada. Até Iris teria dado o aval.

A pergunta que emerge no momento é: seria José Batista Júnior o novo Henrique Meirelles de Iris Rezende? Nas eleições de 2010, o ex-presidente do Banco Central chegou ao PMDB para ser candidato a governador. E era tratado como tal. Naquele momento, Meirelles era, até mesmo aos olhos da cúpula nacional, o homem certo para derrotar Marconi Perillo, que sairia do Senado para o pleito.

Na teoria tudo era paz. Iris, raposa velha, recebeu Meirelles de braços abertos e nunca destratou o então novo companheiro.

Aliás, fingir-se de morto é especialidade de Iris Rezende quando o assunto é política. Iris era prefeito de Goiânia, bem avaliado, e fazia uma gestão sem maiores percalços. Evitava falar de candidatura ao governo. Sobre Meirelles, dizia que todos tinham espaço e que na hora certa o nome seria escolhido. Deu no que deu. Meirelles foi sendo fritado e, por fim, levou a machadada final nas suas pretensões governamentais.

O mesmo roteiro se repetiu com Vanderlan Cardoso. O PMDB fez uma festa grandiosa para o empresário, que chegou ao partido com status de candidato ao governo em 2014. O primeiro e audacioso projeto era que Vanderlan percorresse todo o Estado para solidificar sua candidatura. O tempo passou e ele percebeu que seu espaço na legenda era reduzido a cada dia. Desconfiado e em baixa, Vanderlan saiu do PMDB pela porta dos fundos.

Pois com Batista Júnior a novela tem tudo para se repetir. E desta vez tem um componente extra: o dinheiro de Júnior e sua família. Os peemedebistas não escondem o fascínio pela fortuna do empresário, que hoje está filiado ao PSB.

Bruno Peixoto disse que Batista Júnior chega para ser um soldado – mais um clichê que já virou marca do PMDB. Esta declaração sempre tem como objetivo blindar o coronel Iris. Tem informação de bastidor que garante prestígio a Júnior pelo seguinte fato: a cúpula nacional do PMDB estaria cansada de Iris e teme mais uma derrota dele para Perillo. Então, resolveram bancar o bilionário para dar um sangue novo na legenda em Goiás.

A deputada Iris de Araújo já deu suas estocadas. Ela agora tem usado o Twitter para mandar seus recados. Afirmou que é preciso chegar com humildade e respeito. “Não queremos imposições ou cifrões”, escreveu ela. Os cifrões, claro, são uma referência ao potencial econômico de Batista Júnior.

Há arestas para serem reparadas logo na chegada e se Batista Júnior quiser ver sua boiada em pastos calmos no PMDB terá que ter muito mais que uma conta bancária recheada. O primeiro desafio é dobrar Iris, caso contrário será o Henrique Meirelles de 2014.

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