Fundação apresenta situação de rios

No Dia Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o resultado de um levantamento com a medição da qualidade de sete rios de Alagoas; nos dez pontos coletados, dois apresentaram qualidade de água ruim e oito, regular; nenhum rio alagoano apresentou qualidade péssima, boa ou ótima; monitoramento é realizado pelo projeto “Observando os Rios”

No Dia Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o resultado de um levantamento com a medição da qualidade de sete rios de Alagoas; nos dez pontos coletados, dois apresentaram qualidade de água ruim e oito, regular; nenhum rio alagoano apresentou qualidade péssima, boa ou ótima; monitoramento é realizado pelo projeto “Observando os Rios”
No Dia Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o resultado de um levantamento com a medição da qualidade de sete rios de Alagoas; nos dez pontos coletados, dois apresentaram qualidade de água ruim e oito, regular; nenhum rio alagoano apresentou qualidade péssima, boa ou ótima; monitoramento é realizado pelo projeto “Observando os Rios” (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou nesta terça-feira (22), Dia Mundial da Água, o resultado de um levantamento com a medição da qualidade de sete rios de Alagoas, nos municípios de Maceió, Passo de Camaragibe, Penedo, Porto Calvo, Porto das Pedras e São Miguel dos Milagres.

Dos dez pontos coletados, dois apresentaram qualidade de água ruim (Fonte da Barra e Riacho Doce) e oito, regular. Nenhum rio alagoano apresentou qualidade péssima, boa ou ótima. O monitoramento é realizado pelo projeto “Observando os Rios”.

Cesar Pegoraro, responsável pelo projeto em Alagoas, ressalta a importância do monitoramento no Estado. “Por onde andamos em Alagoas nos deparamos com muitos rios pedindo atenção, tanto dos cidadãos como dos governos e seus programas. Há a necessidade de ações de saneamento em todos os rios que monitoramos”, avaliou Pegoraro.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo projeto Observando os Rios em 183 pontos em rios, córregos e lagos de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

Os dados mostraram que 36,3% apresentam qualidade de água ruim ou péssima, 59,2% regular e apenas 13 pontos foram avaliados com qualidade de água boa. Os dados foram coletados entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos distribuídos em 76 municípios brasileiros.

Parceria

Uma parceria firmada pela Fundação SOS Mata Atlântica e a empresa Ypê permitiu a ampliação do projeto Observando os Rios para os próximos anos, com a criação de dez novos grupos por Estado em São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Ceará.

A meta é que o monitoramento, feito atualmente em cinco Estados brasileiros, seja realizado em todos os 17 Estados da Mata Atlântica até 2020. A equipe do “Observando os Rios” esteve em Alagoas em novembro do ano passado, quando fez duas formações, uma em Maceió e outra abrangendo os municípios da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior Unidade de Conservação Marinha (UCM) do Brasil.

As coletas para o levantamento, que têm como base a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama 357/2005), são realizadas com o uso de um kit de análise, que possibilita medir o IQA – Índice de Qualidade da Água, com base na metodologia desenvolvida pela SOS Mata Atlântica.

Para a avaliação da qualidade da água são considerados 16 parâmetros, incluindo níveis de oxigênio dissolvido, fósforo, nitrato, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes, turbidez, cor, odor, temperatura da água, pH, entre outros parâmetros biológicos e de percepção.

O kit permite classificar a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

A coleta em rios, córregos e lagos dos Estados com Mata Atlântica é feita por voluntários que formam grupos de monitoramento, que recebem capacitação e material da Fundação SOS Mata Atlântica para realizar a análise e disponibilizar os resultados em um banco de dados na internet.

A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar dos grupos de monitoramento já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros centros comunitários. Os grupos fazem a medição uma vez por mês. Interessados em participar devem entrar em contato pelo www.sosma.org.br/contato/.

Abaixo, seguem os pontos monitorados e seus resultados em Alagoas:

 

 GRUPOS DE MEDIÇÃO

RIO/PONTO DE COLETA

IQA MÉDIO

 
  • Instituto Biota de Conservação

Riacho Doce

Ruim

 
  • SEMARH – Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Rio Pratagy

Regular

 
  • Jerfson Tito de Lima

Rio Fonte da Barra

Ruim

 
  • Maria Taciana de Oliveira Cavalcante

Rio Camaragibe

Regular

 
  • UFAL – PENEDO

Rio São Francisco

Regular

 
  • Jovens Protagonistas

Rio Manguaba

Regular

 
  • Instituto Bioma Brasil

Rio Manguaba

Regular

 
  • Associação Peixe Boi – Lages/Tatuamunha

Rio Lages / Tatuamunha

Regular

 
  • Associação Peixe Boi – Tatuamunha

Rio Tatuamunha

Regular

 
  • Jovens Protagonistas / São Miguel dos Milagres

Rio fonte grande

Regular

Com gazetaweb.com

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