Geddel cobra explicação do PMDB sobre lobista

Presidente do PMDB-BA, o ex-ministro Geddel Vieira Lima quer explicação sobre a indicação pelo partido do lobista Fernando Baiano, que tem contra ele mandado de prisão temporária e está foragido; “Eu tenho 30 anos de militância partidária e nunca ouvi falar desse cidadão”; ele é apontado pelos delatores da Lava Jato como 'operador' do PMDB na Petrobras; Geddel afirma que a legenda deve se manifestar oficialmente para deixar "bem claro que esse cidadão não tem nenhum vínculo com a instituição partidária"

Presidente do PMDB-BA, o ex-ministro Geddel Vieira Lima quer explicação sobre a indicação pelo partido do lobista Fernando Baiano, que tem contra ele mandado de prisão temporária e está foragido; “Eu tenho 30 anos de militância partidária e nunca ouvi falar desse cidadão”; ele é apontado pelos delatores da Lava Jato como 'operador' do PMDB na Petrobras; Geddel afirma que a legenda deve se manifestar oficialmente para deixar "bem claro que esse cidadão não tem nenhum vínculo com a instituição partidária"
Presidente do PMDB-BA, o ex-ministro Geddel Vieira Lima quer explicação sobre a indicação pelo partido do lobista Fernando Baiano, que tem contra ele mandado de prisão temporária e está foragido; “Eu tenho 30 anos de militância partidária e nunca ouvi falar desse cidadão”; ele é apontado pelos delatores da Lava Jato como 'operador' do PMDB na Petrobras; Geddel afirma que a legenda deve se manifestar oficialmente para deixar "bem claro que esse cidadão não tem nenhum vínculo com a instituição partidária" (Foto: Leonardo Lucena)

Bahia 247 – O presidente do PMDB-BA, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que também integra a Executiva nacional do partido, pediu, nesta segunda-feira (17), uma posição do governo da Bahia sobre a indicação do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, citado pela imprensa como nome ligado à legenda peemedebista. O lobista está foragido após a Polícia Federal deflagrar a sétima fase da Operação Lava Jato, na última sexta (14), que investiga lavagem de dinheiro em nível nacional.

"Eu tenho 30 anos de militância partidária e nunca ouvi falar desse cidadão", disse o peemedebista ao Bahia Notícias. De acordo com ele, durante encontro com o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, houve o indicativo de que o PMDB fará uma manifestação formal, para deixar "bem claro que esse cidadão (Fernando Baiano) não tem nenhum vínculo com a instituição partidária". "Se ele tiver alguma ligação individual, que diga quem foi que o indicou", complementou Geddel.

O ex-ministro afirmou, ainda, que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, também foi apontado pela imprensa como uma indicação do PMDB para a estatal, mas sem esclarecimentos de onde partido a indicação. "Eu estou, da mesma forma que estou cobrando do partido e do governo que diga quem do PMDB indicou Nestor Cerveró para a Petrobras. Existe alguém que vai lá e indica. Quem foi que indicou?", questiona Geddel.

As investigações da Operação Lava Jato apontaram que pelos menos R$ 10 bilhões teriam sido movimentados. De acordo com o doleiro Alberto Youssef, acusado de liderar o esquema, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez são as principais empreiteiras envolvidas no esquema. Outras empresas envolvidas eram UTC, Engevix, Iesa, Iesa Ólei e Gás, Galvão Engenharia, Construtora Queiroz Galvão e Mendes Junior.

Dezenas de políticos e funcionários da Petrobras também estão envolvidos no esquema, dentre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duqueo e ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, que depõe com delação premiada, quando o réu colabora com as investigações em troca de redução da pena.

Nesta fase da Operação Lava Jato, que tem como alvos as empreiteiras, foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. 

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