Geddel vira réu por pressão a Calero para liberar obra milionária

De acordo com a acusação do MPF, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) teria exigido que o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, a produção de um parecer técnico favorável a ele para liberar a construção de um apartamento de luxo em Salvador (BA)

Geddel vira réu por pressão a Calero para liberar obra milionária
Geddel vira réu por pressão a Calero para liberar obra milionária (Foto: Agência Brasil)

247 - A juíza federal substituta da 5ª Vara Federal do Distrito Federal, Diana Wanderlei, tornou o ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República Geddel Vieira Lima (MDB-BA) réu por improbidade administrativa. A decisão da magistrada atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a acusação, Geddel teria exigido que o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, a produção de um parecer técnico favorável a ele para liberar a construção de um apartamento de luxo em Salvador (BA). Geddel havia comprado uma unidade habitacional no 23º andar do Edifício "La Vue", na Barra, mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não aprovou o projeto inicial. 

O Iphan argumentou que o projeto original do empreendimento extrapolava a altura permitida (possuía mais de 140 metros de altura), e que o imóvel fica próximo ao entorno de bens tombados como patrimônio histórico, impactando-os diretamente. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

Segundo o MPF, foram "intensificadas" as investidas de Geddel, por meio de ameaças a Calero, "de que iria 'pedir a cabeça' da Presidente do Iphan Nacional ao Presidente da República, caso não atendesse à sua solicitação de liberar o empreendimento sem a redução da altura". À causa foi atribuído o valor de R$ 2,6 milhões.

"Os documentos juntados à peça vestibular trazem indícios acerca da materialidade e autoria dos atos que são imputados ao requerido, passíveis de enquadramento como atos de improbidade administrativa, modalidade princípios administrativos", escreveu a juíza em sua decisão.

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