Gestão Doria fecha hotel de programa de combate ao crack de Haddad

A gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fechou um dos sete hotéis que fazem parte do programa Braços Abertos, lançado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para o atendimento de dependentes químicos; Marcos Vinicius Maia, membro do movimento social A Craco Resiste, criticou a medida; "Alguns já voltaram para a cracolândia. O Doria disse que estava acabando com a cracolândia, mas está aumentando-a"

A gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fechou um dos sete hotéis que fazem parte do programa Braços Abertos, lançado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para o atendimento de dependentes químicos; Marcos Vinicius Maia, membro do movimento social A Craco Resiste, criticou a medida; "Alguns já voltaram para a cracolândia. O Doria disse que estava acabando com a cracolândia, mas está aumentando-a"
A gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fechou um dos sete hotéis que fazem parte do programa Braços Abertos, lançado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para o atendimento de dependentes químicos; Marcos Vinicius Maia, membro do movimento social A Craco Resiste, criticou a medida; "Alguns já voltaram para a cracolândia. O Doria disse que estava acabando com a cracolândia, mas está aumentando-a" (Foto: Leonardo Lucena)

SP 247- A gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fechou na manhã desta sexta-feira (26) um dos sete hotéis que fazem parte do programa Braços Abertos, lançando pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para o atendimento de dependentes químicos. Segundo o executivo municipal, o local não apresentava condições de habitação para moradores. O estabelecimento fica no hotel Santa Maria, na alameda Barão de Limeira, no centro de São Paulo.

A prefeitura informou que 14 dos 28 foram encaminhados para Centros Temporários de Acolhida (CTAs) e repúblicas; duas se mudaram por conta própria para outro hotel que faz parte do programa e uma pessoa foi enviada para um centro de idosos.

Uma pessoa se internou voluntariamente em um pronto socorro da Barra Funda e outra voltou a morar com familiares. Três recusaram atendimento e seis não foram localizadas pela prefeitura e estão sendo aguardadas no local.

"[Essas 28 pessoas] foram encaminhadas para CTAs e para repúblicas. Foram disponibilizadas, congeladas, vagas fixas. Não são vagas 16h, são vagas 24h, onde eles podem morar nos equipamentos", disse o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, José Castro.

Críticas

Marcos Vinicius Maia, membro do movimento social A Craco Resiste, criticou a medida, conforme relato da Folha. "O programa Braços Abertos trabalhava com cuidado à liberdade e uma política de redução de danos. Esse hotel, como os outros, era como se fosse a residência das pessoas, com as portas abertas. As pessoas podiam entrar e sair quando quisessem, tinham chave do quarto e atenção de técnicos. Comiam todo dia no Bom Prato e tinham um trabalho, fora assistência de saúde. Esse desmonte para os CTAs nada mais é que uma política rasteira, desorganizadora", diz.

"Agora as pessoas vão para um lugar com horário para entrar e sair, dividindo espaço com 80 pessoas, beliches. Alguns já voltaram para a cracolândia. O Doria disse que estava acabando com a cracolândia, mas está aumentando-a", acrescentou.

 

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