GGN: parecer da Receita não vê irregularidade em imóvel ocupado por Lula

Um documento da Receita Federal que está em posse dos procuradores de Curitiba desde o final de 2016 possivelmente explica a motivação de Glaucos da Costamarques para mudar seu depoimento sobre a compra de um imóvel ofertado ao Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP); investigação é inconclusiva sobre as duas operações, ou seja, não detectou irregularidades na compra dos imóveis, jogando a missão no colo da Lava Jato; o relatório mostra também que parte das movimentações financeiras estranhas de Glaucos está relacionada a empréstimos milionários que ele recebeu de seus filhos, ano a ano; reportagem de Cíntia Alves, do Jornal GGN

Um documento da Receita Federal que está em posse dos procuradores de Curitiba desde o final de 2016 possivelmente explica a motivação de Glaucos da Costamarques para mudar seu depoimento sobre a compra de um imóvel ofertado ao Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP); investigação é inconclusiva sobre as duas operações, ou seja, não detectou irregularidades na compra dos imóveis, jogando a missão no colo da Lava Jato; o relatório mostra também que parte das movimentações financeiras estranhas de Glaucos está relacionada a empréstimos milionários que ele recebeu de seus filhos, ano a ano; reportagem de Cíntia Alves, do Jornal GGN
Um documento da Receita Federal que está em posse dos procuradores de Curitiba desde o final de 2016 possivelmente explica a motivação de Glaucos da Costamarques para mudar seu depoimento sobre a compra de um imóvel ofertado ao Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP); investigação é inconclusiva sobre as duas operações, ou seja, não detectou irregularidades na compra dos imóveis, jogando a missão no colo da Lava Jato; o relatório mostra também que parte das movimentações financeiras estranhas de Glaucos está relacionada a empréstimos milionários que ele recebeu de seus filhos, ano a ano; reportagem de Cíntia Alves, do Jornal GGN (Foto: Aquiles Lins)

Por Cíntia Alves, Jornal GGN - Um documento da Receita Federal que está em posse dos procuradores de Curitiba desde o final de 2016 possivelmente explica a motivação de Glaucos da Costamarques para mudar seu depoimento sobre a compra de um imóvel ofertado ao Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP).

Mais do que isso: o parecer da Receita - só vazado à imprensa agora - é, afinal, inconclusivo sobre as duas operações, ou seja, não detectou irregularidades na compra dos imóveis, jogando a missão no colo da Lava Jato.

À Polícia Federal, Glaucos havia negado irregularidade nas duas operações. No mês passado, porém, decidiu mudar o discurso e afirmar, diante de Sergio Moro, que não recebeu o aluguel do imóvel ocupado pela família de Lula entre 2011 e 2015. O depoimento - um trunfo da Lava Jato na reta final do processo - ocorreu às vésperas do encontro entre Lula e Moro, e acabou sendo contrariado, há alguns dias, quando a defesa do petista apresentou os recibos dos pagamentos.

Desde então, a Lava Jato tem abastecido a imprensa com documentos e informações que tentam desqualificar os recibos revelados pelos advogados de Lula.

É nesse contexto que o Estadão usou o relatório da Receita para manchetar, nesta quinta (4), que há "movimentação suspeita em contas de laranja de Lula". O título leva o leitor a crer que a Receita tem provas de que Glaucos pode ter sido usado por Lula para lavar recursos recebidos indevidamente da Odebrecht.

Mas quem se prestou a ler as 32 páginas do relatório descobriu que parte das movimentações financeiras estranhas de Glaucos está relacionada a empréstimos milionários que ele recebeu de seus filhos, ano a ano.

Em 2010, foram R$ 480 mil de Gustavo da Costamarques e mais R$ 1,189 milhão de Fernando. Em 2011, o pai recebeu mais um total de R$ 3,1 milhões dos dois filhos. Em 2012, mais R$ 3,6 milhões.

Para a Receita, alguns anos foram especialmente atípicos porque, aparentemente, recursos entraram e saíram das contas de Glaucos sem clareza. Mas em nenhum momento o relatório diz quem são os agentes implicados nessas movimentações.

"(...) há razoável suspeita de que em alguns anos (especialmente 2010, 2011 e 2013), além da possibilidade de sonegação de receitas, as contas bancárias de Glaucos da Costamarques podem ter sido utilizadas apenas como interposição para passagem de expressivos valores de terceiros."

Leia a reportagem na íntegra

 

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247