Goiás lidera crescimento da indústria em maio

Segundo IBGE, Estado tem melhor evolução do setor entre as 14 unidades da Federação pesquisadas; alta é de 6,2% no mês de maio, em comparação com abril; ramos que mais cresceram foram os de produtos químicos, alimentos e bebidas, metalurgia básica e mineração não metálica

Goiás lidera crescimento da indústria em maio
Goiás lidera crescimento da indústria em maio (Foto: Edição/247)
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IBGE e 247_ Dados da produção industrial do mês de maio divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram crescimento de 6,2% na atividade em Goiás, em comparação com abril. É o maior índice entre os 14 estados pesquisados.

Comparados os meses de maios de 2011 e de 2012, os setores com melhor desempenho foram produtos químicos (8,0%), alimentos e bebidas (3,4%), metalurgia básica (19,4%) e mineração não metálica (2,8%). Quando se compara o mês de maio de 2012 com o de 2011, o aumento da produção goiana foi de 4,9%. Goiás segue uma evolução contínua por 13 anos consecutivos em relação ao quinto mês do ano.

Em maio de 2012, já descontadas as influências sazonais, os índices regionais da produção industrial apontaram variação negativa em seis dos 14 locais pesquisados, com destaque para as perdas mais acentuadas registradas por Espírito Santo (-7,2%) e Pernambuco (-4,0%). Os demais resultados negativos foram observados no Amazonas (-2,8%), Minas Gerais (-1,5%), São Paulo (-1,5%) e Região Nordeste (-0,8%). Por outro lado, Goiás (6,5%), Pará (4,9%) e Ceará (2,9%) assinalaram as taxas positivas mais intensas, enquanto Paraná (1,5%), Rio Grande do Sul (1,3%), Rio de Janeiro (1,1%), Santa Catarina (0,9%) e Bahia (0,3%) apontaram avanços mais moderados.

Na comparação com igual mês do ano anterior, nove dos 14 locais pesquisados apresentaram recuo na produção em maio de 2012, com destaque para as perdas mais intensas verificadas no Amazonas (-14,7%) e no Espírito Santo (-14,4%). No primeiro local, sobressaiu o comportamento negativo dos produtos associados ao segmento de bens de consumo duráveis, com destaque para a redução na produção de motos, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, telefones celulares e relógios, enquanto no segundo, observou-se a queda mais acentuada no setor de metalurgia básica. São Paulo (-6,9%) e Rio de Janeiro (-5,1%) também apontaram recuo na produção acima da média nacional (-4,3%). Os demais resultados negativos foram registrados por Pernambuco (-2,2%), Minas Gerais (-2,1%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Região Nordeste (-0,6%) e Bahia (-0,1%). Por outro lado, Pará (6,2%), Paraná (5,5%), Goiás (4,9%), Santa Catarina (3,4%) e Ceará (1,0%) mostraram os resultados positivos nesse mês.

No indicador acumulado para o período janeiro-maio de 2012, a redução na produção atingiu a maior parte (oito) dos 14 locais pesquisados, com destaque para Rio de Janeiro (-7,1%), Amazonas (-6,5%), São Paulo (-5,6%) e Espírito Santo (-5,3%) que apontaram quedas acima da média nacional (-3,4%). Santa Catarina (-3,4%), Ceará (-2,7%), Minas Gerais (-1,4%) e Rio Grande do Sul (-1,2) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos cinco primeiros meses de 2012. Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis (automóveis, motos, aparelhos de ar-condicionado, telefones celulares e relógios) e de bens de capital (especialmente caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques e veículos para transporte de mercadorias), além da menor produção vinda dos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário, farmacêutica e metalurgia básica. Por outro lado, Goiás (12,4%), Paraná (6,1%), Bahia (4,3%) e Pernambuco (3,9%) assinalaram os avanços mais acentuados, refletindo especialmente a maior produção de medicamentos, no primeiro local, de livros e impressos didáticos, no segundo, de resinas termoplásticas, no terceiro, e de produtos da metalurgia básica e de minerais não metálicos no último. Também com resultados positivos figuraram: Região Nordeste (2,4%) e Pará (1,2%).

Os indicadores regionais da produção industrial mostraram que o aumento na intensidade do ritmo de queda observado no índice nacional na passagem do primeiro trimestre de 2012 (-3,1%) para o bimestre abril-maio de 2012 (-3,9%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior, também foi verificada em dez dos 14 locais pesquisados. Nesse tipo de confronto, as maiores perdas de dinamismo ficaram com Goiás (de 17,8% para 5,1%), Amazonas (de -2,0% para -12,8%), Bahia (de 8,0% para -0,7%), Espírito Santo (de -2,4% para -9,5%) e Região Nordeste (de 4,4% para -0,7%), enquanto Santa Catarina (de -5,9% para 0,6%) e Pará (de -1,2% para 4,7%) assinalaram os maiores ganhos de ritmo entre os dois períodos.

Íntegra da pesquisa aqui.

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