Gomide pede definição, mas PMDB deve pagar para ver

Prefeito de Anápolis, pré-candidato do PT ao governo de Goiás, tem até 29 de março para renunciar ao mandato; partido aliado, no entanto, vive guerra interna entre Júnior Friboi e Iris Rezende; petista sugere que poderia rever projeto caso aliado se defina por Iris; mas o ex-prefeito de Goiânia deseja adiar a escolha por uma razão simples: Friboi tem maioria entre lideranças com poder de decisão no partido; com Friboi, o PT já disse que não se alia

Prefeito de Anápolis, pré-candidato do PT ao governo de Goiás, tem até 29 de março para renunciar ao mandato; partido aliado, no entanto, vive guerra interna entre Júnior Friboi e Iris Rezende; petista sugere que poderia rever projeto caso aliado se defina por Iris; mas o ex-prefeito de Goiânia deseja adiar a escolha por uma razão simples: Friboi tem maioria entre lideranças com poder de decisão no partido; com Friboi, o PT já disse que não se alia
Prefeito de Anápolis, pré-candidato do PT ao governo de Goiás, tem até 29 de março para renunciar ao mandato; partido aliado, no entanto, vive guerra interna entre Júnior Friboi e Iris Rezende; petista sugere que poderia rever projeto caso aliado se defina por Iris; mas o ex-prefeito de Goiânia deseja adiar a escolha por uma razão simples: Friboi tem maioria entre lideranças com poder de decisão no partido; com Friboi, o PT já disse que não se alia (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Goiás247_ O PMDB se mostra reticente em atender aos apelos do prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), em definir até o final de março quem será apresentado como pré-candidato do partido. Atualmente, Júnior Friboi e Iris Rezende mantêm uma guerra surda pela hegemonia no partido, com o primeiro cativando apoios entre lideranças e delegados à convenção e o segundo se mostrando mais competitivo segundo pesquisas recentes. A pressão de Gomide se justifica pelo fato de que, se quiser ser candidato, deverá renunciar ao mandato de prefeito até 29 de março. Mas o PMDB parece que vai pagar para ver se o petista realmente renuncia.

Na coluna Giro do jornal O Popular desta quinta-feira (6), o jornalista Jarbas Rodrigues Jr. cita peemedebistas que teriam afirmado que Iris não tem interesse em antecipar uma definição. Já Friboi, ao contrário, gostaria de colocar seu bloco na rua o quanto antes. Seu desafio é se fazer conhecido e melhorar os índices nas pesquisas. O problema de Friboi é que o PT já declarou que a ele não se alia.

Gomide declarou na quarta-feira (5), em reunião com seis petistas que já disputaram o governo do Estado, que ao persistir o cenário da disputa Iris-Friboi, sua candidatura é praticamente certa. Após a desincompatibilização, não haveria mais recuo. Caso surja algum movimento diverso no PMDB até 29 de março, haveria uma reavaliação.

Os discursos em ambos os lados mostram uma batalha retórica. Gomide indica que poderia recuar em favor daquele que representasse a vontade do povo goiano. Segundo essa lógica, Iris, o nome das oposições mais bem colocado nas pesquisas, seria o ungido. Mas o próprio prefeito de Anápolis declara que não seria inteligente reproduzir a chapa de 2010, encabeçada pelo líder peemedebista. Por outro lado, o PT não aceita Friboi, que reiteradas vezes ameaçou não apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff e se aproximou do arquirrival do PT, Ronaldo Caiado (DEM).

As declarações de Gomide induzem a pensar que, se o PMDB decide por Iris, o PT recuaria. Os movimentos atabalhoados de Friboi representariam um trunfo para o ex-prefeito e Goiânia. Mas o próprio Iris entende que a definição peemedebista deve ser adiada para além do prazo imposto pelo aliado por uma razão simples: Friboi, hoje, teria maioria entre lideranças com poder de decisão na legenda. À coluna Giro, o deputado José Nelto, irista convicto, confirma essa tendência: “A maioria da executiva do PMDB não representa a vontade do partido.”

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