Google ajusta política de privacidade para aplicativo indiano após reclamação de rival

Os termos do Google Pay afirmam que a empresa poderia “coletar, armazenar, usar e/ou divulgar” dados pessoais e “quaisquer comunicações feitas por meio do Google Pay”.

Google ajusta política de privacidade para aplicativo indiano após reclamação de rival
Google ajusta política de privacidade para aplicativo indiano após reclamação de rival

(Reuters) - O Google ajustou a política de privacidade de seu aplicativo indiano de pagamento digital, dias depois que o rival local Paytm reclamou que a plataforma da gigante de tecnologia norte-americana permitia a divulgação de dados de clientes para publicidade e outros propósitos.

A discussão entrou em erupção em meio a um intenso debate sobre a privacidade dos usuários e sobre como as empresas de tecnologia tratam os dados na Índia e no exterior. A Índia está desenvolvendo uma nova lei de proteção de dados que pode forçar as empresas a mudar a forma de transferir ou armazenar dados de clientes.

Em carta para a Corporação Nacional de Pagamentos da Índia (NPCI, na sigla em inglês), datada de 13 de setembro, o Paytm reclamou que a política de privacidade do Google Pay equivalia a “claro desrespeito pela necessidade de privacidade de um consumidor”.

Os termos do Google Pay afirmam que a empresa poderia “coletar, armazenar, usar e/ou divulgar” dados pessoais e “quaisquer comunicações feitas por meio do Google Pay”.

Uma revisão da Reuters sobre a política de privacidade do Google, atualizada na quinta-feira, mostrou que a empresa havia retirado a palavra “divulgar” de suas cláusulas.

A empresa disse à Reuters em comunicado que as mudanças foram feitas para tornar mais fácil para os clientes entenderem sua política de monetização e uso de dados.

O Google se recusou a comentar se a mudança foi feita devido à carta do Paytm ou qualquer comunicação posterior da NPCI.

Dilip Asbe, o chefe do NPCI que supervisiona os serviços de pagamentos na Índia, não comentou. O Paytm, que conta com o apoio da chinesa Alibaba e do japonês SoftBank, também não falou sobre o assunto.

Por Aditya Kalra e Sankalp Phartiyal

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