Governador de Minas denuncia sabotagem contra o estado

Políticos ligados a Michel Temer e ao PSDB conseguiram nesta quinta-feira 14 uma liminar no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para impedir que o governo mineiro possa contratar um empréstimo de R$ 3 bilhões, que seriam suficientes para dar normalidade ao fluxo de caixa do estado; Fernando Pimentel definiu os responsáveis pela iniciativa como “irresponsáveis e oportunistas”; mas ele diz "estar confiante de que vai reverter essa questão no tribunal"

Governador Fernando Pimentel 
Governador Fernando Pimentel  (Foto: Gisele Federicce)

Minas 247 - Políticos ligados a Michel Temer e ao PSDB conseguiram nesta quinta-feira 14 uma liminar no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para impedir que o governo mineiro possa contratar um empréstimo de R$ 3 bilhões, que seriam suficientes para dar normalidade ao fluxo de caixa do estado.

O autor do pedido de liminar foi o deputado estadual aecista Gustavo Valadares, do PSDB. A decisão prejudica mais de 20 milhões de mineiros, de acordo com o governo, que chama a operação de "sabotagem" contra o Estado.

Indignado com os métodos de fazer política, o governador Fernando Pimentel (PT) atacou Temer e os aecistas, dizendo que “o pedido da liminar não está simplesmente atrapalhando o meu governo, pois os responsáveis estão impedindo que a saúde e a educação recebam investimentos”.

Segundo o governador, os responsáveis pelo movimento “não estão fazendo um cerco à pessoa do governador, mas a 20 milhões de mineiros e mineiras, que dependem do Estado direta ou indiretamente”.

Pimentel afirma que “eles acham que vão desanimar o governador, mas esquecem de que o nosso compromisso com o povo de Minas Gerais é real e foi construído junto com os mineiros, ao longo de nossa história de diálogo com as pessoas".

Quando ficou sabendo da iniciativa dos aecistas, o governador disse que “os autores do pedido de liminar são irresponsáveis e oportunistas; mas não vamos desistir, vamos aumentar a luta e ampliar o grito contra o governo que desmonta o país e prejudica milhões de brasileiros, vamos usar nossas armas, com a força e a coragem do povo mineiro”. Mas ele diz "estar confiante de que vai reverter essa questão no tribunal".

Leia abaixo a posição do governo de Minas:

O ataque contra o governo de Minas Gerais e à população mineira comprova que Temer, seus aliados tucanos e os aecistas procuram, de todas as formas, inviabilizar o governo do estado de maior economia, entre os que se colocam em oposição ao cruel desmonte o Brasil, que condena ao desemprego e ao empobrecimento centenas de milhões de brasileiros.

Há tempos, a aliança entre Temer, o PSDB e o aecismo atua para sabotar o governo mineiro e, com a tentativa de impedir a regularização das finanças de Minas Gerais, o nível de agressões chega a um novo grau de intensidade. O cerco oportunista se transformou em uma perseguição explicita contra o governo do estado, critica com veemência as politicas que estão rapidamente desmontando o Brasil.

Temer e o aecismo comprovam, mais uma vez, que são carentes de escrúpulos. Ao atacarem o governo mineiro, eles não estão nem um pouco preocupados com a população mineira, que é a principal penalizada pelo estrangulamento de Minas Gerais.

Temer e seus aliados – e entre os principais estão os Aécio e Anastasia – jogaram o Brasil em um buraco cada vez mais fundo. Agora tentam impedir que as saídas para a crise, encontradas pelos governantes oposicionistas, como o de Minas Gerais, prosperem.   

Ao pedir a liminar, os aecistas entram em contradição com os seus próprios atos, quando estavam no governo mineiro. Por exemplo, durante o governo Anastasia, a Minas Gerais Investimentos, MGI, uma empresa criada para controlar os fundos financeiros do estado, emitiu debêntures milionários. Outra ação semelhante ocorreu em 2012, quando a Codemig, outra estatal mineira, contraiu uma dívida de US$ 350 milhões com os bancos Itaú, Santander e BB.

Essa vultosa quantia foi utilizada em obras e realizações que privilegiavam o marketing, acima dos interesses urgentes da população do Estado, como a construção da sala de música da Filarmônica e as obras da Expominas de São João Del Rei. Embora fossem iniciativas importantes, não estavam de forma alguma entre as prioridades da população e, ao decidir esses investimentos do governo aecista deixou de lado demandas muito mais urgentes na saúde, educação, segurança e infraestrutura. Dessa forma, nenhuma dessas obras ou iniciativas gerou um único centavo de retorno para Minas Gerais ou benefícios para a grande maioria dos mineiros.

Além disso, o empréstimo contraído com os três bancos foi perverso, pois coube exclusivamente ao governo Fernando Pimentel pagar os juros, que já desfalcaram em R$ 1,1 bilhão, o caixa da Codemig.

A proibição da contratação de empréstimos agora, portanto vai de encontro ao comportamento dos governos anteriores, controlados pelos aecistas, explicitando ser um movimento oportunista, politiqueiro, mesquinho e baixo, com a única intenção de criar embaraços ao governo de Minas Gerais.

O mais cruel na ação de Temer e seus aliados aecistas é que, ao pretender atingir o governo, eles estão fazendo muito mal, principalmente, aos servidores públicos, que não podem receber seus salários como lhes é de direito.

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