Governo do Piauí anuncia racionamento de água

Com o objetivo de evitar uma crise hídrica no Piauí nos próximos meses, o governo do Piauí anunciará a necessidade de racionamento de água em cerca de 40 municípios; o decreto para o racionamento deve ser assinado ainda nesta semana; a decisão foi tomada, durante reunião no Palácio de Karnak entre o governador Wellington Dias e outras autoridades

Com o objetivo de evitar uma crise hídrica no Piauí nos próximos meses, o governo do Piauí anunciará a necessidade de racionamento de água em cerca de 40 municípios; o decreto para o racionamento deve ser assinado ainda nesta semana; a decisão foi tomada, durante reunião no Palácio de Karnak entre o governador Wellington Dias e outras autoridades
Com o objetivo de evitar uma crise hídrica no Piauí nos próximos meses, o governo do Piauí anunciará a necessidade de racionamento de água em cerca de 40 municípios; o decreto para o racionamento deve ser assinado ainda nesta semana; a decisão foi tomada, durante reunião no Palácio de Karnak entre o governador Wellington Dias e outras autoridades (Foto: Leonardo Lucena)

Por Lorenna Costa

Com o objetivo de evitar uma crise hídrica no Piauí nos próximos meses, o Governo do Estado anunciará a necessidade de racionamento de água em cerca de 40 municípios. A decisão foi tomada nesta segunda (05), durante reunião no Palácio de Karnak entre o governador Wellington Dias e representantes da Bancada Federal, dos Gabinetes dos Senadores, da Codevasf, Funasa, Appm, Exército, Defesa Civil, Semar e dos municípios de Campo Grande, Fronteiras, Pio IX, São Julião e Vila Nova do Piauí.

O decreto para o racionamento deve ser assinado ainda nesta semana. “Formamos um grupo de trabalho que apresentará um relatório amanhã mostrando as áreas que precisarão economizar água, mas já podemos adiantar que as regiões abastecidas pela barragem de piaus e adutora do sudeste estarão incluídas. Também precisaremos de uma pactuação com os estados de Pernambuco, Ceará e Bahia, pois consumimos água deles e vice-versa”, pontuou o governador.

A orientação é de que sejam consumidos, diariamente, de 50 a 70 litros de água por família. “Isso se fará necessário por causa da seca que se prolonga. Nessas regiões há barragens e adutoras, mas tivemos expectativas frustradas de chuvas e a situação se agravou. A prioridade será o abastecimento de água para o consumo humano, mas também nos preocuparemos com os animais, que necessitam de água e pastagem para a sobrevivência. Com o esforço de todos, acredito que vamos conseguir ultrapassar esse momento desafiador”, destacou Wellington Dias.

Além do racionamento de água, serão tomadas medidas, a curto, médio e longo prazo, para a garantia da segurança hídrica nas regiões que mais sofrem com a falta de água. “Neste ano iremos estudar de maneira mais criteriosa os poços tubulares já existentes nas regiões, equipando-os e otimizando a distribuição da água por meio da operação pipa do governo federal e do exército na zona rural, além da operação pipa da Defesa Civil, Agespisa e DNOCS na zona urbana”, atentou o presidente da Associação Piauiense de Municípios, Gil Carlos.

Bancada Federal e Funasa atuarão com Governo do Estado para segurança hídrica

A Bancada Federal e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) atuarão em conjunto com o Governo do Estado para tentar amenizar os efeitos da estiagem no segundo semestre do ano. O compromisso foi reafirmado nesta segunda-feira (05), no Palácio de Karnak, durante a visita do coordenador da Bancada, Átila Lira e do presidente da Funasa, Rodrigo Sérgio.

“Esse estrangulamento de água costuma ficar mais intenso no segundo semestre, mas a nossa preocupação é durante todo o ano, pois é prejudicial ao consumo humano, tanto quanto à pecuária. A migração da população também pode acontecer, o que aumentaria o sofrimento dessas pessoas, portanto precisamos de agilidade para a solução da questão”, disse o deputado Átila Lira.

Segundo o presidente Rodrigo Sérgio, a Funasa continuará trabalhando em parceria com o governo e manterá os investimentos, inclusive, com perspectiva de aumentá-los. “Teremos uma atuação incisiva e rápida para combater tanto a crise hídrica quanto a econômica, uma vez que os investimentos da Funasa geram emprego e dinamizam a economia”, afirmou.

 

 

 

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