Governo lança protocolo de vigilância e resposta à microcefalia

Preparado pelo Ministério da Saúde, o protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo Zika está pronto; ele tem o objetivo de passar informações, orientações técnicas e diretrizes aos profissionais de saúde e equipes de vigilância; até 5 de dezembro de 2015 foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia

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Do Portal Brasil - O protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo Zika está pronto, preparado pela equipe do Ministério da Saúde. O objetivo do protocolo é passar informações, orientações técnicas e diretrizes aos profissionais de saúde e equipes de vigilância. O material foi elaborado a partir das discussões entre o Ministério da Saúde e especialistas de diversas áreas da medicina, epidemiologia, estatística, geografia, laboratório, além de representantes das Secretarias de Saúde de Estados e Municípios afetados.

O protocolo contém orientações como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial.  Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica, dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados. Por fim, o protocolo traz informações sobre o reforço do combate ao mosquito Aedes aegypti.

Balanço

O mais recente balanço registrado pelo governo aponta que até 5 de dezembro de 2015 foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da federação. Os dados estão presentes no Informe Epidemiológico sobre Microcefalia, divulgado nesta terça-feira (08).  A investigação desses casos e suas possíveis causas e consequências é tarefa prioritária para o Ministério da Saúde, junto com gestores de Saúde de Estados e municípios.

Pernambuco registrou o maior número de casos: 804. Em seguida estão os Estados da Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9) e Goiás (3), além do Distrito Federal (1).

De todos esses casos, foram notificados 19 mortes, no Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Maranhão (1), Bahia (2), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1). As mortes foram de bebês com microcefalia, com suspeita de infecção pelo vírus Zika. Os casos ainda estão em investigação para confirmar a causa dos óbitos.

Parâmetro

Desde o dia 7 de dezembro, o Ministério da Saúde passou a adotar, em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 32 centímetros de perímetro cefálico (PC), para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia. Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 centímetros. A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

O Ministério da Saúde esclarece que o perímetro cefálico varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 centímetros de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

Plano nacional

O Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia foi lançado em 5 de dezembro.  Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com Estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.

Com o crescente número de casos de microcefalia no país, o Ministério da Saúde declarou, no mês passado, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no País.

O plano é dividido em três eixos de ação: mobilização e combate ao mosquito; atendimento às pessoas; e desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa. Essas medidas emergenciais estão sendo colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito.

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