Governo oferece crédito em cidades atingidas pela barragem de Fundão

Equipes do BDMG estarão em Governador Valadares (22) e Aimorés (23) para ouvir as comunidades e oferecer linhas de crédito (capital de giro) para micro e pequenas empresas; o banco está percorrendo as cidades atingidas pela barragem de Fundão na tragédia de novembro de 2015. O trabalho de reconstrução deve movimentar R$ 4,6 bilhões em Minas Gerais até 2020

Equipes do BDMG estarão em Governador Valadares (22) e Aimorés (23) para ouvir as comunidades e oferecer linhas de crédito (capital de giro) para micro e pequenas empresas; o banco está percorrendo as cidades atingidas pela barragem de Fundão na tragédia de novembro de 2015. O trabalho de reconstrução deve movimentar R$ 4,6 bilhões em Minas Gerais até 2020
Equipes do BDMG estarão em Governador Valadares (22) e Aimorés (23) para ouvir as comunidades e oferecer linhas de crédito (capital de giro) para micro e pequenas empresas; o banco está percorrendo as cidades atingidas pela barragem de Fundão na tragédia de novembro de 2015. O trabalho de reconstrução deve movimentar R$ 4,6 bilhões em Minas Gerais até 2020 (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - Equipes do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) estarão em Governador Valadares (22) e Aimorés (23) para ouvir as comunidades e oferecer linhas de crédito (capital de giro) para micro e pequenas empresas. O banco está percorrendo as cidades atingidas pela barragem de Fundão na tragédia de novembro de 2015. O trabalho de reconstrução, que deve movimentar R$ 4,6 bilhões em Minas Gerais até 2020, requer empresas locais preparadas para atender essa demanda de produtos e serviços. Pelo menos 3,8 mil empregos serão gerados na região de Bento Rodrigues a Santa Cruz do Escalvado. Devem ser gerados 6 mil empregos diretos até 2020 nos dois estados (Minas e Espírito Santo), a partir de investimentos de cerca de R$ 3,5 bilhões. Esse valor, somado à movimentação na cadeia de abastecimento, deve chegar aos R$ 6 bilhões, de acordo com o governo mineiro. Se for levada em conta toda a movimentação da rede de fornecedores, a expectativa é de que sejam geradas cerca de 15 mil oportunidades de trabalho.

A meta do BDMG é oferecer crédito com juros mais baixos e prazos mais longos, independentemente de a empresa atuar ou não como fornecedora da Renova. “Os empresários estão engajados, dispostos a cumprir as etapas e melhorar o seu negócio. O principal desafio é qualificação da mão de obra e o treinamento do empresariado”, afirma Rodrigo Neves, gerente geral de micro e pequenas empresas do BDMG.

O trabalho vem sendo feito em parceria com a Fundação Renova e outras entidades. A instituição já esteve em Barra Longa, Rio Doce, Mariana e Santa Cruz do Escalvado. De acordo com o governo, a fundação tem capacitado e cadastrado possíveis fornecedores para executar trabalhos de reparação nas cidades impactadas pelos danos causados pela barragem. No último evento, realizado em Mariana, mais de 300 pessoas assistiram palestras e tiraram dúvidas em relação ao processo de cadastramento.

A Fundação Renova realizou um mapeamento ao longo da bacia do Rio Doce, que traçou o perfil, as vocações e as potencialidades econômicas de cada cidade, de Mariana (MG) a Regência (ES). Os investimentos serão em ações de reassentamento, recuperação de nascentes, manejo de rejeitos, reflorestamento e tratamento de água e esgoto. O mapeamento indica que setores como construção civil, meio ambiente e reflorestamento, agronegócio, comércio e serviço têm forte potencial de desenvolvimento.

Segundo Geraldo Carvalho, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Mariana (Aciam), “ nossa expectativa é que, por meio do estímulo à contratação local, sejam gerados novos empregos, diminuindo assim o alto índice de desemprego e dando um alívio à economia”. Ele acredita que a região conta com empresas de diversos ramos de atividade capazes de atender as demandas da Renova.

Para garantir que recursos impulsionem economia local, a Fundação Renova vai capacitar e preparar micro e pequenos empreendedores para serem fornecedores de produtos e serviços. “É preciso investir no aperfeiçoamento da equipe. Queremos ver nascer uma nova cidade”, avalia o empresário José Eustáquio Elias “Tati”, proprietário de uma rede de combustíveis em Mariana – e que vai participar do processo.

A meta da Renova é utilizar 70% da mão de obra da própria região, além de destinar 50% do valor investido em contratações de empresas locais. “Acredito que, se a gente aproveitar essa capacitação, vamos nos tornar não apenas um fornecedor da Fundação, mas teremos competitividade para nos apresentar a outras grandes empresas”, diz o empresário Waldir Ramos, do setor de construção civil em Mariana.

“Essas medidas têm o objetivo de garantir que os recursos investidos fiquem nas cidades impactadas e sejam revertidos em desenvolvimento econômico”, ressalta o líder do programa de Estímulo à Contratação Local da Fundação Renova, Paulo Rocha. “A expectativa do empresariado é alta, a gente vive um cenário de crise global, agravado na região de Mariana, mas acreditamos que poderemos ajudar no reaquecimento da economia”, completa.

Além do BDMG e Fundação Renova, as palestras de estímulos às economias locais são realizadas em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Serviço Nacional da Indústria (Sine), as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) locais e as associações comerciais dos municípios. Essas entidades atuam como consultoras para esclarecer dúvidas e facilitar a estruturação das empresas interessadas em participar dos processos da fundação.

*Com assessoria

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