Governo prepara plano contra terror na Copa

Com nove milhões de pedidos e um milhão de ingressos já vendidos pela Fifa, Copa do Mundo no Brasil tem sucesso garantido dentro dos estádios; problema está nas ruas; governo quer coordenação entre Polícia Federal e polícias estaduais para dispensar tratamento de baixa tolerância contra manifestações violentas; aumento do contigente de repressão e ordem de fazer tantas prisões quanto necessário podem ter definição nesta terça-feira 28, em reunião em Brasília; 'Copa das copas' não pode ser manchada pelo terror dos black blocs; Fifa afirma confiar em "modelo de segurança" a ser aplicado pelo governo federal

Com nove milhões de pedidos e um milhão de ingressos já vendidos pela Fifa, Copa do Mundo no Brasil tem sucesso garantido dentro dos estádios; problema está nas ruas; governo quer coordenação entre Polícia Federal e polícias estaduais para dispensar tratamento de baixa tolerância contra manifestações violentas; aumento do contigente de repressão e ordem de fazer tantas prisões quanto necessário podem ter definição nesta terça-feira 28, em reunião em Brasília; 'Copa das copas' não pode ser manchada pelo terror dos black blocs; Fifa afirma confiar em "modelo de segurança" a ser aplicado pelo governo federal
Com nove milhões de pedidos e um milhão de ingressos já vendidos pela Fifa, Copa do Mundo no Brasil tem sucesso garantido dentro dos estádios; problema está nas ruas; governo quer coordenação entre Polícia Federal e polícias estaduais para dispensar tratamento de baixa tolerância contra manifestações violentas; aumento do contigente de repressão e ordem de fazer tantas prisões quanto necessário podem ter definição nesta terça-feira 28, em reunião em Brasília; 'Copa das copas' não pode ser manchada pelo terror dos black blocs; Fifa afirma confiar em "modelo de segurança" a ser aplicado pelo governo federal (Foto: Ana Pupulin)

247 – A 'Copa das copas', na expressão da presidente Dilma Rousseff, não poderá ser maculada pela violência das ruas. Essa é a determinação dentro do governo, que faz nesta terça-feira 28, em Brasília, uma reunião para estreitar a comunicação entre a Polícia Federal e as polícias estaduais. O encontro é regular e acontece todos os meses.

Ganha importância nesta rodada de planejamento, porém, porque houve recrudescimento de violências nas manifestações anti-Copa durante o final de semana, especialmente em São Paulo. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, está escalado como o técnico encarregado de fazer o time policial jogar duro mas sem ultrapassar os limites da legalidade.

Nesta segunda 27, a Fifa manifestou confiança no "modelo de segurança" a ser aplicado pelo governo federal durante a competição. A entidade máxima do futebol comemora o recorde de um milhão de ingressos vendidos antecipadamente para o evento. Os brasileiros ficaram com mais de 60% dos tickets, com os Estados Unidos em segundo lugar. A Fifa recebeu 9 milhões de pedidos para ingressos para a primeira fase da Copa, também um recorde em relação a mundiais anteriores. Um milhão de ingressos foram vendidos no ano passado.

"Estamos confiantes de que o conceito de segurança adotado pelas autoridades brasileiras vai garantir a segurança de torcedores, delegações e imprensa", manifestou a entidade. "A Fifa respeita totalmente o direito de as pessoas protestarem de forma pacífica, sempre que os direitos dos demais também sejam respeitados. Mas condenamos qualquer forma de violência".

Os conflitos em São Paulo aumentaram os sinais de alerta entre as autoridades. Há um ferido em estado grave em razão de um tiro disparado por um policial militar. O governo, ao buscar a centralização das ações, quer evitar repressão gratuita, revide ou qualquer espécie de descontrole entre as forças policiais. A informação de que homens da Polícia Militar de São Paulo atuaram no sábado com suas identificações cobertas preocupou as autoridades. Por outro lado, medidas como manter presos durante todo o Mundial os presos por desordem e vandalismo, como acontece em algumas situações na Europa, é uma ideia em alta na cúpula de segurança da Copa.

Apesar de violento e ter suscitado dezenas de prisões, o protesto contra a Copa não consegui reunir mais de 1,5 mil pessoas. A baixa adesão estimula o governo a acreditar que o grande público estará a favor – e não contra – o mundial de futebol. Na dúvida, porém, o esquema de policiamento e repressão a ser coordenado pela Polícia Federal será dinamizado a partir da reunião de amanhã no Ministério da Justiça.

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