Grande Maceió tem o pior IDH do País

Apesar de Maceió ter apresentado a maior redução na diferença entre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos brancos e negros, os indicadores isolados da Grande Maceió referentes às populações negra e branca, além de sexo e área urbana, são os menores do Brasil; as condições de vida para mulheres também são as piores na Região Metropolitana da capital

Apesar de Maceió ter apresentado a maior redução na diferença entre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos brancos e negros, os indicadores isolados da Grande Maceió referentes às populações negra e branca, além de sexo e área urbana, são os menores do Brasil; as condições de vida para mulheres também são as piores na Região Metropolitana da capital
Apesar de Maceió ter apresentado a maior redução na diferença entre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos brancos e negros, os indicadores isolados da Grande Maceió referentes às populações negra e branca, além de sexo e área urbana, são os menores do Brasil; as condições de vida para mulheres também são as piores na Região Metropolitana da capital (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - Se comparada a outras áreas do País, a Região Metropolitana de Maceió foi a que apresentou a maior redução na diferença entre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos brancos e negros. A queda chegou ao índice de 0,047. Apesar desta melhoria em relação às demais regiões, os indicadores isolados da Grande Maceió referentes às populações negra e branca, além de sexo e área urbana são os menores do Brasil. 

É o que evidencia o relatório Desenvolvimento Humano para Além das Médias: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal por cor, sexo e situação de domicílio, que foi apresentado nesta quarta-feira (10).

O estudo, produzido pela Fundação João Pinheiro, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD) são expostos dados por cor, sexo e situação de domicílio da população com radiografia de desigualdades que ainda persistem.

De acordo com o levantamento, a Região Metropolitana de Maceió evoluiu significativamente no IDHM entre 2000 e 2010. A década de ouro, no entanto, ainda é manchada devido aos indicadores negativos para quem é negro.

Em 2010, o IDHM da população negra para as Regiões Metropolitanas (RMs) brasileiras variou entre 0,673 (RM Maceió) e 0,757 (RM Distrito Federal). Já em 2000, foi de 0,527 - já era a mais baixa (RM Maceió) a 0,630 (RM Vale do Rio Cuiabá e RM Campinas). 

Para a população branca, em 2010, o IDHM nas RMs brasileiras variou entre 0,753 (RM Maceió) a 0,838 (RM Distrito Federal). E em 2000, o IDHM nas RMs brasileiras da população branca oscilou de 0,654 (RM Maceió) a 0,746 (RM Grande Vitória). 

O relatório Desenvolvimento Humano para Além das Médias: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal por cor, sexo e situação de domicílio, lançado nesta quarta-feira, 10 de maio, apresenta uma radiografia das desigualdades e semelhanças entre mulheres e homens, negros e brancos, e populações urbanas e rurais no Brasil. 

Por sexo, o IDHM ajustado dos homens também é o menor do País. Em 2010, conforme a pesquisa, o índice variou entre 0,684 - mais baixo (RM Maceió) a 0,805 (RM Campinas), faixas de Médio a Muito Alto Desenvolvimento Humano. Dez anos atrás, o cenário também era semelhante e a Grande Maceió já registrada o indicador mais reduzido do Brasil. Em 2000, ele foi de 0,560 (RM Maceió) a 0,720 (RM Campinas). 

E, as condições de vida para mulheres também são as piores na Região Metropolitana de Maceió. Em 2010, o índice daqui ficou em 0,708 (o menor do País). O maior ficou com o Distrito Federal, mais uma vez. Em 2000, o quadro era o mais baixo também.

A pesquisa também revelou que o IDHM urbano da RM de Maceió era a menor do Brasil em 2010. O índice ficou em 0,711. O maior é Campinas, em São Paulo, com 0,801. Também mostrou que, em Alagoas, o percentual da população branca acima de 18 anos com o Ensino Fundamental completo é mais de um terço maior do que da população negra, 50% ante 36%. 

Com gazetaweb.com

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