Grande Maceió teve 500 crianças violentadas

O Instituto Médico Legal de Maceió (IML) registrou 511 atendimentos a crianças vítimas de violência sexual em 2013; este ano, nos quatro primeiros meses, foram registrados 187 casos; dados foram revelados após inspeção do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), que quer ações mais firmes do governo estadual para combater esse tipo de crime

O Instituto Médico Legal de Maceió (IML) registrou 511 atendimentos a crianças vítimas de violência sexual em 2013; este ano, nos quatro primeiros meses, foram registrados 187 casos; dados foram revelados após inspeção do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), que quer ações mais firmes do governo estadual para combater esse tipo de crime
O Instituto Médico Legal de Maceió (IML) registrou 511 atendimentos a crianças vítimas de violência sexual em 2013; este ano, nos quatro primeiros meses, foram registrados 187 casos; dados foram revelados após inspeção do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), que quer ações mais firmes do governo estadual para combater esse tipo de crime (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - No ano passado, 511 crianças - de 0 a 12 anos - vítimas de violência sexual foram atendidas no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, o que perfaz uma média mensal de 42 casos. O órgão já contabilizou, nos quatros primeiros meses de 2014, 187 casos de meninas da mesma faixa etária. Tais dados são fruto de registros apenas na capital e cidades vizinhas, e foram conhecidos durante inspeção de integrantes do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg).

Com números considerados preocupantes, o Conseg quer ações mais firmes dos órgãos públicos para combater esse tipo de crime. "Vamos pedir que sejam tomadas medidas para enfrentar esta situação, que é muito grave", disse o vice-presidente do Conseg, Antônio Gouveia.

Segundo o também advogado, o Conseg vai cobrar do governo do Estado a contratação de médicas que possam atuar nas duas unidades do Instituto Médico Legal (IML), em Maceió e Arapiraca. O fato de não haver um profissional do sexo feminino realizando os exames de conjunção carnal em vítimas, segundo o conselheiro, pode gerar constrangimentos e inviabilizar a realização de procedimentos.

Ainda de acordo com o vice-presidente, o Conseg vai propor que sejam veiculadas propagandas nos meios de comunicação como forma de alertar sobre o aumento do número de casos de violência sexual em Alagoas. "Vamos saber se existem médicas peritas, para que as mesmas possam prestar serviço no Instituto Médico Legal", emendou Antônio Carlos.

O integrante do colegiado quer, ainda, que multas aplicadas a quem praticou crimes considerados mais leves sejam revertidas para a compra de equipamentos que servirão para reforçar o atendimento em órgãos que atendem vítimas de violência sexual.

Com gazetaweb.com

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