Greve atrasa leitura de contas de energia

Leituristas que prestam serviço para a Eletrobras Distribuição Alagoas estão com as atividades paralisadas; categoria cobra reajuste salarial; devido ao movimento, a leitura nos medidores de energia está parada em Maceió e Região Metropolitana; as contas de energia também correm o risco de atrasar na residência dos usuários

Leituristas que prestam serviço para a Eletrobras Distribuição Alagoas estão com as atividades paralisadas; categoria cobra reajuste salarial; devido ao movimento, a leitura nos medidores de energia está parada em Maceió e Região Metropolitana; as contas de energia também correm o risco de atrasar na residência dos usuários
Leituristas que prestam serviço para a Eletrobras Distribuição Alagoas estão com as atividades paralisadas; categoria cobra reajuste salarial; devido ao movimento, a leitura nos medidores de energia está parada em Maceió e Região Metropolitana; as contas de energia também correm o risco de atrasar na residência dos usuários (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Leituristas que prestam serviço para a Eletrobras Distribuição Alagoas estão com as atividades paralisadas desde a última segunda-feira (22). Eles cobram reajuste salarial e denunciam ameaças por parte da empresa que os contratou. Devido ao movimento, a leitura nos medidores de energia está parada em Maceió e Região Metropolitana. As contas de energia também correm o risco de atrasar na residência dos usuários.

De acordo com José Cícero do Nascimento, presidente do Sintieletropremal, entidade sindical que representa a categoria, a paralisação já estava programada e tem como objetivo cobrar da empresa Control, contratada pela Eletrobras, o repasse correto do residual firmado no acordo coletivo, em maio deste ano. Os trabalhadores aceitaram a aplicação do índice inflacionário correspondente a 9,27%, mas este percentual não estaria sendo repassado nos vencimentos.

"A categoria lutava por um reajuste bem maior, fizemos várias assembleias e tivemos reuniões com a empresa. No fim, aceitamos o repasse do IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]. No entanto, a empresa nos oficializou que vai aplicar, apenas, 7%, o que está fora do acordo firmado", afirma o sindicalista.

Ele ainda denuncia que os leituristas estão sendo alvos de ameaças e vítimas de assédio moral constantemente. Com a deflagração da paralisação, estes problemas se agravaram. "Representantes da empresa estão ligando para a família dos trabalhadores com ameaças de demissão caso eles não retornem ao trabalho", revela José Cícero.

Na manhã desta quarta-feira, dezenas de leituristas se concentraram em frente ao prédio da empresa Control, no bairro do Farol, em Maceió. Ao todo, são 78 trabalhadores contratados para este serviço na Grande Maceió. Cada um faz, em média, 530 leituras de medidores de energia por dia e ganham, mensalmente, um salário-mínimo.

Com gazetaweb.com

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247