Guimarães: "Temer decretou estado de exceção"

Após a retirada da oposição do plenário da Câmara, em protesto contra o decreto do presidente Michel Temer que prevê o emprego das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios entre 24 e 31 de maio, o líder da minoria, Dep. Federal José Guimarães (PT-CE), justificou dizendo que "esta posição extremada é tão extremada quanto a necessidade de denunciarmos o estado de exceção que está imperando em Brasília". A convocação das Forças Armadas tem provocado muitas críticas, entre elas, do ministro Marco Aurélio de Mello, do Superior Tribunal Federal  

Ceará 247 - Após a retirada da oposição do plenário da Câmara, em protesto contra o decreto do presidente Michel Temer que prevê o emprego das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios entre 24 e 31 de maio, o líder da minoria, Dep. Federal José Guimarães (PT-CE), justificou dizendo que "esta posição extremada é tão extremada quanto a necessidade de denunciarmos o estado de exceção que está imperando em Brasília". 

O parlamentar falou em nome do PT, PCdoB, Psol, Rede, PDT e PSB e de alguns parlamentares de outros partidos, que em bloco, se retiraram da sessão. Segundo Guimarães, a bancada de oposição fez muitos apelos para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, suspendesse a sessão, sem conseguir sensibilizá-lo. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a convocação das Forças Armadas atendeu a um pedido de Maia.

A convocação das das Forças Armadas tem provocado muitas críticas, entre elas, do ministro Marco Aurélio de Mello, do Superior Tribunal Federal, que interrompeu uma sessão do pleno afirmando estar preocupado e esperava que a notícia não fosse verdadeira. 

Rodrigo Maia nega que tenha pedido a convocação das Forças Armadas. Ele deu entrevista coletiva no Salão Verde e disse que a decisão de convocar as Forças Armadas foi do governo federal. "Pedi apoio das Forças Nacionais, sim. O instrumento que ele usou é uma decisão do governo. De fato, o ambiente na Esplanada era grave e para garantir a segurança tanto dos manifestantes como para os que trabalham nos ministérios e no Congresso, fui ao presidente porque achava que era importante que a Força Nacional pudesse colaborar junto com a polícia militar do Distrito Federal", disse Maia.

Rodrigo Maia desmentiu o ministro da Defesa, Raul Jungmann. "Já pedi ao líder do governo que pedisse ao ministro da Defesa que esclarecesse os fatos e pudesse recompor as verdades dos fatos. Ao presidente da Câmara cabe a garantia da ordem no nosso prédio e no entorno do prédio, e a segurança daqueles que o frequentam", afirmou.

O Psol protocolou Projeto de Decreto Legislativo (PDC 676/2017) que suspende o decreto editado por Temer, que autoriza o uso das Forças Armadas em Brasília até o dia 31 de maio. Maia também afirmou que vai solicitar ao presidente Temer para que reduza o prazo de atuação das Forças Armadas.

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247