Guloso, Doria pode ser rifado e ficar sem nada

Prefeito de São Paulo que abandou a cidade aos buracos e percorre o País em campanha antecipada à Presidência, pode pagar caro pela traição ao seu padrinho Geraldo Alckmin; o governador paulista inicia tratativas com o cientista político Luiz Felipe D'Ávila, que se filiou ao PSDB na quarta-feira (16) e se colocou como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes; Doria era apontado como nome forte para concorrer ao governo paulista e um ótimo cabo eleitoral, mas sua sede poder retirou dos alckmistas qualquer vontade para trabalhar o nome do prefeito no estado

Brasília - O prefeito eleito de São Paulo, João Doria Junior, durante entrevista coletiva após encontro com o presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O prefeito eleito de São Paulo, João Doria Junior, durante entrevista coletiva após encontro com o presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

SP 247 - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que abandou a cidade aos buracos e percorre o País em campanha antecipada à Presidência, pode pagar caro pela traição ao seu padrinho Geraldo Alckmin.

O governador paulista inicia tratativas com o cientista político Luiz Felipe D'Ávila, que se filiou ao PSDB na quarta-feira (16) e se colocou como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes. João Doria era apontado como nome forte para concorrer ao governo paulista e um ótimo cabo eleitoral, mas sua sede poder retirou dos alckmistas qualquer vontade para trabalhar o nome do prefeito no estado

O próprio Alckmin diz com frequência, segundo interlocutor, que não recomenda a renúncia de prefeito em primeiro mandato. Contribuiu para acirrar a animosidade entre as equipes o vídeo divulgado por Doria no domingo (13), no qual ele reafirma a lealdade ao governador, seu padrinho na política. Alckmistas disseram que o governador foi pego de surpresa com a iniciativa e não conseguiu se desvincilhar. O resultado foi visto como constrangedor pela artificialidade e por comentários contra a candidatura presidencial de Alckmin nas redes.

A eventual candidatura de Luiz Felipe D'Ávila contempla a mesma argumentação sustentada para lançar Doria. Casado com Ana Maria Diniz, filha de Abilio, D'Ávila seria, como Doria foi na eleição de 2016, um "outsider" com discurso de renovação da classe política tradicional.

As informações são da Folha de S. Paulo

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