Haddad: Lula tem a esperança sólida de que a verdade vencerá

"Lula mantém a esperança, cada vez mais sólida, de que a verdade vai aparecer. Ele sabe que é um processo lento, que exige cautela, cuidado, mas está cada vez mais confiante de que toda a verdade vai ser revelada e sua inocência comprovada", disse Haddad

Haddad: Lula tem a esperança sólida de que a verdade vencerá

Da Rede Brasil Atual O ex-prefeito de São Paulo Fernando Hadddad, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, visitou Lula hoje (11) em Curitiba com repercussão sobre o escândalo revelado pelo The Intercept Brasil na pauta. Foram divulgados diálogos entre o ministro Sergio Moro – na época juiz federal que julgou o caso do triplex que levou o ex-presidente à prisão – com o procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol. O conteúdo das conversas pode derrubar a condenação.

"Lula mantém a esperança, cada vez mais sólida, de que a verdade vai aparecer. Ele sabe que é um processo lento, que exige cautela, cuidado, mas está cada vez mais confiante de que toda a verdade vai ser revelada e sua inocência comprovada", disse Haddad.

Moro e Dallagnol se envolveram em um relacionamento promíscuo entre juiz e acusação. O juiz orientou o acusador e a força-tarefa de como proceder. Diante disso, Haddad afirma que Lula está tranquilo. "Ele nunca pretendeu nenhuma vantagem. Ele exerceu o cargo de presidente com lisura, tomou decisões em defesa do interesse do país. Não foi imputada a ele nenhuma decisão que prove o contrário. Ele está convencido de que começa a ser contada toda a história."

Haddad reafirmou o compromisso de Lula com o combate à corrupção e que, quando presidente, foi o chefe de Estado que mais fez a respeito na história do país. "Como presidente, ele deu todas as condições para as instituições funcionarem. Isso é dito pelas instituições, ele deseja que esse combate seja levado às últimas consequências."

O discurso do advogado foi ponderado. Ele reforçou o tom por diversas ocasiões durante a conversa com a imprensa. "Estamos em um processo inicial de revelação das mensagens. O que foi divulgado até aqui é grave (...) há um clima de apreensão e temos de ter cautela, cuidado, até para não incorrer no mesmo tipo de equívoco. Temos que ter sobriedade e tranquilidade para apurar tudo", disse o ex-ministro.

"Penso que desde a violação do sigilo da ex-presidenta Dilma não havia condições de sustentar Moro no processo. Foi um fato suficientemente grave. Essa é minha opinião desde aquele momento. Infelizmente, aquilo não foi compreendido na sua gravidade e agora vemos o desdobramento das medidas que deixaram de ser tomadas. Mas sempre há oportunidade de reparação."

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