Haddad: PT toma a “decisão correta” de apostar em Lula para 2018

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) afirmou que seria uma atitude “mesquinha” pensar em outro para disputar a eleição presidencial, após Lula ser condenado em primeiro instância jurídica no caso do tripléx; “Em um momento difícil da vida da sua principal liderança, que representou tanto para o povo trabalhador e para a própria trajetória do PT, fazer um cálculo menor, que não coloca a respeitabilidade e a trajetória em primeiro lugar?", questionou; “Eu acho que se o PT tomasse outro caminho, a pergunta seria inversa: ‘Será que nesse momento tão difícil não seria momento de prestar solidariedade?’. Então eu acho que o PT tomou a decisão correta, de ser solidário até o fim”

Brasília - Entrevista com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad sobre o encontro com o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Entrevista com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad sobre o encontro com o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)
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Goiás 247 - O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) defendeu a aposta do seu partido em manter a opção por apoiar uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, mesmo havendo possibilidade de o petista não se candidato, caso seja condenado em segunda instância jurídica - Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tripléx do Guarujá (SP).

Segundo Haddad, seria uma atitude “mesquinha” pensar em outro para disputar a eleição presidencial, após Lula ser condenado. “Em um momento difícil da vida da sua principal liderança, que representou tanto para o povo trabalhador e para a própria trajetória do PT, fazer um cálculo menor, que não coloca a respeitabilidade e a trajetória em primeiro lugar?", questionou. “Eu acho que se o PT tomasse outro caminho, a pergunta seria inversa: ‘Será que nesse momento tão difícil não seria momento de prestar solidariedade?’. Então eu acho que o PT tomou a decisão correta, de ser solidário até o fim”, acrescentou. A entrevista foi concedida ao jornal Opção (GO).

O ex-prefeito avaliou que, “no contexto atual, em que a honra do presidente está sendo afetada, por uma sentença que ele considera injusta, ele tem todo o direito de pleitear o recurso”. “Se a decisão for dada favoravelmente a ele, esse sentimento [de rejeição] vai se dissipar em proveito da sua liderança já atestada na ocasião em que ele se sagrou o melhor presidente do País”, disse.

Haddad afirmou que, embora Lula não seja unânime, ele saiu da presidência com aprovação de 83% da população e conseguiria repetir o sucesso de seus dois governos. “Obviamente tudo o que aconteceu nos últimos anos vem colocando o país em uma situação de polaridade que nem coaduna com o nosso espírito. Mas se a sentença for reformada, e nós acreditamos que ela será, toda essa polarização vai dar lugar a um outro sentimento, o de que havia uma injustiça e, com a reparação, ele volta a ter condições de liderar um processo que ele já conduziu nos oito anos à frente da Presidência da República”, afirmou.

Datafolha

Uma nova pesquisa divulgada no dia 26 pelo Datafolha mostrou que Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O parlamentar registra tendência de alta. Tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e agora aparece com 16%, sempre no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A rejeição ao nome de Alckmin cresceu para 34%. O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (sem partido) aparece com 11%, em quarto. Nos cenários testados para eventual segundo turno, Lula ganha de todos os candidatos (veja aqui).


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