Haddad quer mesmo "rigor" contra mensalão tucano

Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) defende que "teses jurídicas" adotadas pelo Supremo no julgamento da Ação Penal 470, mesmo que "controversas", também sejam usadas em outros casos de corrupção, "como o mensalão tucano de Minas Gerais", cujo personagem principal é o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG); ele defende que decisão da corte de condenar líderes petistas seja acatada, mas acha "natural" que réus recorram

Haddad quer mesmo "rigor" contra mensalão tucano
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247 – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defende que o "rigor" aplicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470 também seja usado em outros casos de corrupção, "como por exemplo o mensalão tucano de Minas Gerais". Em entrevista à Rádio Estadão, o petista afirmou que devem ser aplicadas as mesmas "teses jurídicas" utilizadas pela corte no processo que condenou líderes petistas, mesmo que "controversas".

"Eu tenho expectativa de que o Supremo faça o mesmo julgamento, que aplique as mesmas teses jurídicas – por mais controversas que elas sejam – para não pairar dúvidas sobre a natureza técnica da decisão. Porque, caso contrário, a sociedade vai se perguntar se vale uma regra pra um, que não vale para outros". Segundo ele, "há uma dúvida se haverá o mesmo rigor com a matriz desse problema todo, que nasceu em Minas Gerais. Apesar de o julgamento acontecer depois, o caso aconteceu antes, cronologicamente falando", disse.

Haddad defende que seja acatada a decisão da corte suprema do País, mas diz considerar "natural" que os condenados recorram. O resultado do julgamento, que tinha 37 réus, foi a condenação de 25 acusados de envolvimento num esquema de compra de votos no Congresso. O chamado 'mensalão tucano' – também chamado de 'mensalão mineiro' – tem como personagem principal o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que teria desviado dinheiro público para bancar sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.

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