Haddad: ‘São Paulo teve ganhos civilizatórios e a casa está em ordem’

Ao deixar o comando da maior cidade do continente e, segundo ele, a casa em ordem em um tempo de estados e municípios falidos, Fernando Haddad revela uma ponta de tristeza por não conseguir se reeleger. Para se completar um ciclo baseado num conceito humanizado de gestão, oito anos estariam de bom tamanho; "Em 2020, não estaríamos discutindo velocidade nas vias ou De Braços Abertos, seriam programas já consolidados"; mas ele próprio entende que as vitórias da esquerda na capital paulista "são pontos fora da curva"

Ao deixar o comando da maior cidade do continente e, segundo ele, a casa em ordem em um tempo de estados e municípios falidos, Fernando Haddad revela uma ponta de tristeza por não conseguir se reeleger. Para se completar um ciclo baseado num conceito humanizado de gestão, oito anos estariam de bom tamanho; "Em 2020, não estaríamos discutindo velocidade nas vias ou De Braços Abertos, seriam programas já consolidados"; mas ele próprio entende que as vitórias da esquerda na capital paulista "são pontos fora da curva"
Ao deixar o comando da maior cidade do continente e, segundo ele, a casa em ordem em um tempo de estados e municípios falidos, Fernando Haddad revela uma ponta de tristeza por não conseguir se reeleger. Para se completar um ciclo baseado num conceito humanizado de gestão, oito anos estariam de bom tamanho; "Em 2020, não estaríamos discutindo velocidade nas vias ou De Braços Abertos, seriam programas já consolidados"; mas ele próprio entende que as vitórias da esquerda na capital paulista "são pontos fora da curva" (Foto: Romulo Faro)

Rede Brasil Atual - Ao deixar o comando da maior cidade do continente e, segundo ele, a casa em ordem em um tempo de estados e municípios falidos, Fernando Haddad revela uma ponta de tristeza por não conseguir se reeleger. Para se completar um ciclo baseado num conceito humanizado de gestão, oito anos estariam de bom tamanho.

"Em 2020, não estaríamos discutindo velocidade nas vias ou De Braços Abertos, seriam programas já consolidados", acredita. Mas ele próprio entende que as vitórias da esquerda na capital paulista "são pontos fora da curva".

Haddad lembra que mesmo governos com aprovação de até 80%, como os de Luiz Inácio Lula da Silva, seu partido, o PT, perdeu na cidade as eleições presidenciais de 2006, 2010 e 2014. E pondera que o país não vive uma situação normal, depois de um período de mais de 10 anos de intenso ataque dirigido a demonizar a política, como um todo, e a esquerda, em particular. "O que acontece aqui não é disputa, virou carnificina em torno de ideologia."

Apesar de sucedido por um conservador, que vê a cidade como negócio, o agora ex-prefeito duvida que programas que caíram nas graças da população sejam desmontados, por constar de um planejamento de longo prazo, até 2030, "muito bem amarrado".

O Plano Diretor Estratégico, que rendeu à administração reconhecimento internacional e prêmios urbanísticos, pode ser ajustado, mas desmontado, acredita. A disputa será mais no plano do simbólico do que conceitual, aposta Haddad, agora prestes a retomar carreira de professor de Ciência Política na Universidade de São Paulo. "E na disputa simbólica, acho que o lado republicano vai ganhar", emenda.

Leia aqui a íntegra da entrevista à Rede Brasil Atual.

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