Heitor Férrer lamenta rejeição para debater tatuzões; Governo rebate

Para o deputado Heitor Férrer (PSB), o Governo do Estado está cerceando um direito parlamentar e da população ao não debater o assunto com a sociedade, a quem deve uma satisfação. “É preciso saber que peças foram roubadas, quais foram recuperadas, para sabermos se estão em condições de prestar os serviços para os quais foram erroneamente adquiridos”, argumentou. Deputados da oposição defenderam o governo, dizendo que as dúvidas já foram esclarecidas e que, mesmo assim, será solicitada uma audiência pública para discutir o assunto

Para o deputado Heitor Férrer (PSB), o Governo do Estado está cerceando um direito parlamentar e da população ao não debater o assunto com a sociedade, a quem deve uma satisfação. “É preciso saber que peças foram roubadas, quais foram recuperadas, para sabermos se estão em condições de prestar os serviços para os quais foram erroneamente adquiridos”, argumentou. Deputados da oposição defenderam o governo, dizendo que as dúvidas já foram esclarecidas e que, mesmo assim, será solicitada uma audiência pública para discutir o assunto
Para o deputado Heitor Férrer (PSB), o Governo do Estado está cerceando um direito parlamentar e da população ao não debater o assunto com a sociedade, a quem deve uma satisfação. “É preciso saber que peças foram roubadas, quais foram recuperadas, para sabermos se estão em condições de prestar os serviços para os quais foram erroneamente adquiridos”, argumentou. Deputados da oposição defenderam o governo, dizendo que as dúvidas já foram esclarecidas e que, mesmo assim, será solicitada uma audiência pública para discutir o assunto (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará 247 - O deputado Heitor Férrer (PSB) lamentou nesta quarta-feira (12), na Assembleia, a rejeição do requerimento de autoria do deputado Odilon Aguiar (PMB) para a realização de uma audiência pública com fins de discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos do não uso das tuneladoras, adquiridas em 2012 para a construção da Linha Leste do metrô de Fortaleza. 

Para Heitor, o Governo do Estado está cerceando um direito parlamentar e da população ao não debater o assunto com a sociedade, a quem deve uma satisfação. "Foi negado o direito de se debater algo que nós devemos uma satisfação ao público, a quem pagou 66 milhões de dólares por equipamentos que continuam encaixotados, sem cavarem os túneis e, o que é pior, ainda foram roubados. É preciso saber que peças foram roubadas, quais foram recuperadas, para sabermos se estão em condições de prestar os serviços para os quais foram erroneamente adquiridos”, defendeu. 

Segundo ele, a atitude demonstra que há demérito na compra das tuneladoras pelo governo, já que quando a agenda é positiva o natural é que se mostre que o dinheiro foi bem gasto. "É lamentável que o governo tenha vergonha de tirar os esqueletos dos armários. Certamente esses esqueletos comprometem a integridade do governo e simbolizam a fragilidade que tem em debater certos temas”, disse Heitor. 

Defesa

Muitos deputados foram à tribuna para defender o governo do Estado. O líder do Governo na Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), destacou que entrou com pedido de requerimento, solicitando uma audiência pública para debater as tuneladoras. “Com esse debate, poderemos tirar qualquer dúvida sobre as tuneladoras e também em relação a qualquer outra obra e equipamento do Estado, como o Acquario Ceará”, assinalou.

O deputado Tomaz Holanda (PPS) disse que o Governo do Estado trata suas obras e compras de equipamentos com clareza. “Muitas vezes, já foram respondidas aqui na Casa dúvidas dos parlamentares em relação às tuneladoras. O Governo nunca se negou ao diálogo”.

O parlamentar destacou também que quando aconteceu o furto às tuneladoras, o Governo não escondeu. “Foi feito Boletim de Ocorrência e o assunto foi debatido à exaustão. Não é justo dizer que não existe transparência porque o Estado está sempre agindo com clareza”, acrescentou. 

O deputado Moisés Braz (PT) observou que é preciso atribuir as responsabilidades dos governos aos seus governadores. “Não podemos atribuir ao Governo de Camilo Santana coisas do ex-governador Cid Gomes. É importante também mostrar que todo governo tem erros e acertos. Com Cid Gomes e Camilo Santana, o Estado só teve a ganhar”, enfatizou.

 

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