Heitor Férrer: "sistema de saúde está condenando pessoas à morte"

O deputado estadual Heitor Ferrer voltou a criticar hoje o sistema público de saúde, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. Para o deputado "as pessoas que buscam um tratamento no sistema público de saúde estão sendo condenadas à morte, porque não são atendidas"

O deputado estadual Heitor Ferrer voltou a criticar hoje o sistema público de saúde, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. Para o deputado "as pessoas que buscam um tratamento no sistema público de saúde estão sendo condenadas à morte, porque não são atendidas"
O deputado estadual Heitor Ferrer voltou a criticar hoje o sistema público de saúde, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. Para o deputado "as pessoas que buscam um tratamento no sistema público de saúde estão sendo condenadas à morte, porque não são atendidas" (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - O deputado Heitor Férrer (PSB) disse, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (17/03), que as pessoas que buscam um tratamento no sistema público de saúde estão sendo condenadas à morte, porque não são atendidas. Segundo ele, apesar de a Constituição vedar a pena capital, na prática, estão acontecendo execuções pela precariedade dos serviços oferecidos pelo Estado. 

O deputado afirmou que apenas no Hospital Geral de Fortaleza, há uma fila de 8.278 pacientes esperando por uma cirurgia. Ele destacou ainda a pesada carga tributária paga pelos brasileiros, que não corresponde à oferta de serviços. Heitor afirmou que o Brasil tem a 14ª carga tributária do mundo, em percentuais do PIB semelhantes ao de países da Escandinávia, porém os serviços públicos são de péssima qualidade, na sua avaliação. "Enquanto na Suécia, Dinamarca e Noruega o cidadão não se preocupa com escola, saúde ou segurança pública, no Brasil, mesmo com os altos impostos pagos pela população, não há serviços de qualidade". 

Para exemplificar o estado lamentável da saúde pública, Heitor Férrer informou que atendeu recentemente em seu consultório, por cortesia, "um paciente condenado à morte por câncer". Ele explicou que a pessoa foi diagnosticada, através de endoscopia, e não há para onde encaminhá-lo, porque o Instituto do Câncer rompeu convênio com o Estado, por conta de dívida de R$ 28 milhões.

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