Historiador americano afirma que protestos nos EUA são maiores que em 1968

O historiador norte-americano James Green afirma que as manifestações no EUA ultrapassam a dimensão das históricas manifestações de 1968. Ele disse ao site Tutaméia: “nem quando houve a morte de Martin Luther King houve tanta manifestação. É uma coisa inédita, indica uma frustração profunda da comunidade afrodescendente, afroamericana, com a falta de possibilidade de ter justiça”

(Foto: Roberto Navarro)
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247 - O historiador americano James Green afirmou que o momento histórico dos EUA é único e marca uma ascensão dos jovens e das comunidades afrodescendentes. Ele disse: “Isso é muito maior [do que ocorreu em 1968]. Está nas ruas, em todos os lugares. É uma unidade de uma nova geração de jovens que foram criados contra essa ideia de racismo. Eles estão nas ruas revoltados contra esse vídeo, que foi chocante.”

Em entrevista ao site Tutaméia, ele lembrou que “o que é notável nas manifestações é que não são somente negros, não são somente afro-americanos. É uma congregação de todos os tipos de pessoa que você pode imaginar. Muitos jovens, brancos, latinos, asiáticos nas manifestações, que são por isso muito diversas, muito democráticas”.

O historiador ainda destacou que “não quero fazer paralelos, porque cada país, cada situação tem sua dinâmica. Mas acho que a situação no Brasil está na beira de explodir também. Acho que esses processos nos Estados Unidos já estão dando ideias para as pessoas, de como agir nessa situação. Como em 1968, quando as informações sobre protestos e agitações circularam pela mídia do mundo todo, as pessoas tinham referências internacionais, enquanto as manifestações no Brasil tinham muito a ver com a situação nacional. Isso pode acontecer.”

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