Hospitais militares do Amazonas fazem reserva e 72% de leitos de Covid-19 ficam vagos

Segundo boletim da Secretaria da Saúde do Amazonas, 84 dos 116 leitos (ou 72,4% do total) destinados para pacientes de Covid-19 estavam livres nos hospitais militares. O Ministério da Defesa, comandado pelo general Fernando Azevedo e Silva, não sinalizou com a possibilidade de ceder vagas ao SUS

Hospital Militar de Área de Manaus
Hospital Militar de Área de Manaus (Foto: Reprodução)
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247 - Hospitais das Forças Armadas no Amazonas estão com mais da metade dos leitos para a Covid-19 vagos e no aguardo de eventuais adoecimentos de militares ou familiares. Segundo boletim da Secretaria da Saúde do Amazonas, divulgado nesta quarta-feira (10), 84 dos 116 leitos (ou 72,4% do total) destinados para pacientes de Covid-19 estavam livres nos hospitais militares. E 278 pacientes aguardavam na fila oficial, sendo 217 em Manaus e 61 no interior, de acordo com informações publicadas pelo portal Uol

Enquanto há vagas em algumas unidades hospitalares, o estado enfrenta um colapso na saúde, com transferência de doentes para outros estados e fila de espera desde o dia 6 de janeiro. Chegou até a faltar oxigênio em alguns hospitais no começo do ano.

O estado não fez um pedido formal para usar esses leitos. As Forças Armadas dizem que o benefício não é "um privilégio infundado", há custeio com contribuições dos militares e o uso indevido "prejudica a segurança".

Manaus possui dois hospitais das Forças Armadas: o Hospital da Aeronáutica e o Hospital Militar de Área de Manaus, além de uma Policlínica Naval.

O Ministério da Defesa, comandado pelo general Fernando Azevedo e Silva, afirmou que os leitos estão vazios para internar militares caso adoeçam e não sinalizou com a possibilidade de ceder vagas ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

"Estes [leitos] constituem reserva técnica para garantir a saúde do pessoal militar e, assim, assegurar a possibilidade de seu restabelecimento para o pleno e pronto emprego das Forças Armadas", disse.

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