Humberto critica ministro de Temer: preocupado com interesses privados

O líder da oposição no Senado, Humberto Costa, rebateu as declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), que, em evento realizado em São Paulo, disse que o Brasil tem “hospitais demais”; para ele, seriam necessários apenas 1500 dos atuais 7500 hospitais do País; o petista, que também já foi ministro da área, disse que Barros age em “desconformidade com o cargo que ocupa”. “O ministro não age como alguém que ocupa o cargo de comandante da Saúde. Ele parece estar mais preocupado em atender os interesses das grandes corporações privadas que as necessidades do povo Brasileiro. Com um ministro desse, quem é que precisa de inimigo?”

O senador Humberto Costa fala à imprensa sobre a CPI da Petrobras (José Cruz/Agência Brasil)
O senador Humberto Costa fala à imprensa sobre a CPI da Petrobras (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 - O líder da oposição no Senado, Humberto Costa, rebateu as declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), que, em evento realizado em São Paulo, disse que o Brasil tem “hospitais demais”. Para ele, seriam necessários apenas 1500 dos atuais 7500 hospitais do País.

O petista, que também já foi ministro da área, contestou a informação e disse que Barros age em “desconformidade com o cargo que ocupa”. “O ministro não age como alguém que ocupa o cargo de comandante da Saúde. Ele parece estar mais preocupado em atender os interesses das grandes corporações privadas que as necessidades do povo Brasileiro. Com um ministro desse, quem é que precisa de inimigo?”, ironizou o senador.

Humberto também lembrou que no Brasil, hoje, tem menos leitos em hospitais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade determina o mínimo de três leitos para cada grupo de mil habitantes. “Temos muito o que melhorar no nosso Sistema Único de Saúde e tudo o que o Brasil não precisa é de um ministro que torce contra”, afirmou.

O senador ainda questionou outra parte da fala de Ricardo Barros. Ele afirmou que o problema do SUS é de gestão e, por isso, “não há moral para pedir mais recursos”. “O próprio ministro deu a deixa. Se o problema é de gestão, o melhor a se fazer é tirar ele e toda essa corja que está no poder. Se não resolver todo o problema da Saúde, certamente já vai ajudar muito”, disparou Humberto.

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