Ideb: liderança de Minas reforça suspeita, diz Aécio

Em nota, assessoria de imprensa do candidato diz que liderança do estado de Minas Gerais no índice da educação básica divulgado hoje pelo governo federal "reforça suspeita de que o Ministério da Educação atrasou a divulgação do resultado tradicionalmente feito no início do segundo semestre, devido ao calendário eleitoral"; números apontam melhor pontuação para as escolas públicas de Minas no ensino fundamental; "Dados são particularmente especiais para mim", comentou Aécio, que governou o estado

Em nota, assessoria de imprensa do candidato diz que liderança do estado de Minas Gerais no índice da educação básica divulgado hoje pelo governo federal "reforça suspeita de que o Ministério da Educação atrasou a divulgação do resultado tradicionalmente feito no início do segundo semestre, devido ao calendário eleitoral"; números apontam melhor pontuação para as escolas públicas de Minas no ensino fundamental; "Dados são particularmente especiais para mim", comentou Aécio, que governou o estado
Em nota, assessoria de imprensa do candidato diz que liderança do estado de Minas Gerais no índice da educação básica divulgado hoje pelo governo federal "reforça suspeita de que o Ministério da Educação atrasou a divulgação do resultado tradicionalmente feito no início do segundo semestre, devido ao calendário eleitoral"; números apontam melhor pontuação para as escolas públicas de Minas no ensino fundamental; "Dados são particularmente especiais para mim", comentou Aécio, que governou o estado (Foto: Gisele Federicce)

247 – Os números do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados nesta sexta-feira 5 pelo governo federal reforçam que houve motivação eleitoral para o atraso da publicação, acusado nota divulgada pela assessoria do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. O resultado aponta o estado de Minas Gerais como líder em qualidade de ensino na rede pública no período do ensino fundamental.

As redes estaduais com os melhores desempenhos entre os anos 1º e 5º foram Minas Gerais e Paraná (6,2 pontos), Goiás (6,0), São Paulo e Santa Catarina (5,7). Nos anos finais (6º ao 9º), os melhores índices foram de Minas Gerais (4,7), Goiás (4,5), Acre e São Paulo (4,4) e Mato Grosso (4,2). Roraima e Acre ficaram abaixo da média no primeiro período, enquanto no segundo, nove estados não alcançaram a meta.

"Os dados do Ideb divulgados hoje pelo Ministério da Educação particularmente são especiais para mim, pois Minas Gerais continua tendo a melhor educação pública nos anos iniciais e finais do ensino fundamental", afirmou Aécio. "Os dados mostram que o trabalho que iniciei em 2003 vem a cada dia se consolidando e avançando", acrescentou o candidato, que governou Minas Gerais entre 2003 e 2010.

A nota diz que "demorou, mas o governo reconheceu" que Minas Gerais "tem o melhor ensino fundamental do País". O texto prossegue apontando motivo eleitoral: "esse resultado reforça suspeita de que o Ministério da Educação atrasou a divulgação do resultado, tradicionalmente feito no início do segundo semestre, devido ao calendário eleitoral. Este ano, a divulgação foi atrasada para não reforçar argumento usado pelo candidato à Presidência pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, durante a campanha e evitar que o público saiba que os Estados com melhor desempenho na educação são os governados pelo PSDB".

Ontem, o ministro da Educação, justificou a demora na divulgação do resultado. Confira reportagem da Agência Brasil:

Paim justifica atraso na divulgação do Ideb

Luana Lourenço - O ministro da Educação, José Henrique Paim, justificou hoje (4) a demora na divulgação dos resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, relativos a 2103. Segundo Paim, o governo recebeu muitos recursos dos estados e municípios e vai avaliar os questionamentos antes de divulgar o índice, que é o principal indicador da qualidade do ensino no país.

"Este governo tem um DNA voltado para a questão da avaliação, para a divulgação de resultados. Tivemos um conjunto muito grande de recursos, 30% a mais. Nós queremos ter toda a segurança para divulgar esses números", explicou, sem anunciar data para a apresentação dos dados.

Paim disse que a divulgação de resultados sem a revisão pedida pelos estados e municípios pode comprometer os gestores. "Vamos fazer isso com a maior segurança, porque, na verdade, o resultado do Ideb coloca em xeque a gestão dos estados e dos municípios, por isso a gente tem todo o cuidado em julgar os recursos e estar com os dados consolidados corretamente para divulgar", justificou.

Perguntado sobre o eventual pedido de explicações da Comissão de Educação do Senado sobre o atraso na divulgação do Ideb, Paim disse que, se convocado, irá "com a maior satisfação esclarecer".

O Ideb é divulgado a cada dois anos e, nas últimas edições, os dados foram apresentados entre junho e agosto.

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