Indústrias devem investir mais R$ 2,3 bilhões em 2014

A indústria deve investir mais de R$ 2,3 bilhões no estado do Rio Grande do Sul. O motivo é a chegada de multinacionais e a expansão do pólo naval. As companhias que estão investindo nas terras gaúchas são as chinesas e ucranianas. Entretanto, especialistas consideram baixo o investimento

A indústria deve investir mais de R$ 2,3 bilhões no estado do Rio Grande do Sul. O motivo é a chegada de multinacionais e a expansão do pólo naval. As companhias que estão investindo nas terras gaúchas são as chinesas e ucranianas. Entretanto, especialistas consideram baixo o investimento
A indústria deve investir mais de R$ 2,3 bilhões no estado do Rio Grande do Sul. O motivo é a chegada de multinacionais e a expansão do pólo naval. As companhias que estão investindo nas terras gaúchas são as chinesas e ucranianas. Entretanto, especialistas consideram baixo o investimento (Foto: Voney Malta)

Rio Grande do Sul 247 - O estado do Rio Grande do Sul deverá receber em 2014 R$ 2,34 bilhões em investimento por conta da chegada de multinacionais e a expansão do pólo naval, segundo notícia de Erik Farina, do portal Zero Hora (zerohora.clicrbs.com.br) . A expectativa é de que pelo menos nove grandes projetos de diferentes setores sejam inaugurados ou comecem suas obras este ano. Milhares de empregos diretos serão gerados. Especialistas consideram o investimento baixo.

O secretário de Desenvolvimento Mauro Knijnik  disse que o governo estadual está negociando com fabricantes de caminhões e autopeças da China para instalarem uma fábrica no Rio Grande do Sul. "Se nos próximos meses, um acordo for fechado com a companhia da China, a inauguração pode ocorrer até dezembro", disse Knijnik. Ele contou ainda que pode vir da Ucrânia um sócio para a instalação de um polo espacial em território gaúcho. 

Ainda de acordo com Knijnik, há a expectativa da vinda de companhias carboquímicas (que fazem produtos químicos a partir do carvão). Diante desse cenário, aportes protelados deverão sair do papel nos próximos 12 meses, como no caso de Iesa e Metasa.

"Ainda que as construções tenham incentivos fiscais, há incremento na arrecadação de impostos em razão dos negócios indiretos. Algumas companhias trarão tecnologia nova ao Estado, caso da fabricante de elevadores sul-coreana Hyundai e da alemã Lanxess, que converterá sua produção de borracha para uma alternativa mais sustentável", completou. 

Ele cita ainda que em São Leopoldo e Charqueadas, as inaugurações irão gerar pelo menos mil empregos diretos (como parte das empresas não divulga a quantidade de vagas, não há um número exato). "Os mais vultosos são da indústria de máquinas Sthil, que amplia seu parque industrial, e da Vinema, que pretende inaugurar seis usinas de etanol em diferentes municípios".

ESPECIALISTAS 

Apesar da comemoração do governo do Estado, especialistas consideram baixo o investimento. De acordo com o diretor-executivo da Agenda 2020, Ronald Krummenauer, o valor é apenas uma fração do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, de R$ 296 bilhões, com impacto limitado na geração de negócios. Segundo a entidade, o Estado recebeu apenas 3% dos investimentos privados do Brasil nos últimos 10 anos, metade da participação no PIB nacional, de 6,7%.

"Nossas dificuldades em atrair grandes aportes, que são os baixos investimentos em infraestrutura e uma política industrial que dê ao Estado um diferencial competitivo, se agravaram nos últimos anos", disse Krummenauer.

Para o economista do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e professor da PUCRS, Celso Pudwell, uma política industrial mais focada, com incentivos ousados para cinco ou seis segmentos, conduziria o Estado à formação de polos tecnológicos. Atualmente, a política industrial gaúcha contempla 22 setores. "É importante que segmentos que já sejam fortes no Estado estejam sendo valorizados com crédito e isenções tributárias. A valorização de setores tradicionais é tão importante quanto de novos segmentos. Mas é preciso ser mais ousado para criar polos, buscando linhas de crédito federais e atraindo capital de risco". 

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