Invasores protestam contra reintegração de posse

Policiais Militares de vários batalhões tentam cumprir reintegração de posse do Conjunto Antônio Lins de Souza, em Rio Largo, na grande Maceió; no entanto, enfrentam reação dos invasores do residencial; em protesto, eles fecharam o trecho da rodovia BR-104, nas proximidades do aeroporto; previsão é que os trabalhos de reintegração aconteçam em até dois dias

Policiais Militares de vários batalhões tentam cumprir reintegração de posse do Conjunto Antônio Lins de Souza, em Rio Largo, na grande Maceió; no entanto, enfrentam reação dos invasores do residencial; em protesto, eles fecharam o trecho da rodovia BR-104, nas proximidades do aeroporto; previsão é que os trabalhos de reintegração aconteçam em até dois dias
Policiais Militares de vários batalhões tentam cumprir reintegração de posse do Conjunto Antônio Lins de Souza, em Rio Largo, na grande Maceió; no entanto, enfrentam reação dos invasores do residencial; em protesto, eles fecharam o trecho da rodovia BR-104, nas proximidades do aeroporto; previsão é que os trabalhos de reintegração aconteçam em até dois dias (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - A Polícia Militar (PM) cumpre, na manhã desta segunda-feira (25), mandados de reintegração de posse no município de Rio Largo, na Grande Maceió. Uma força-tarefa faz a desocupação de casas do Conjunto Antônio Lins de Souza. 

Inconformados com a presença da polícia, os moradores que invadiram o residencial fecharam o trecho da rodovia BR-104, no sentido Rio Largo/Maceió, nas proximidades do aeroporto. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas e tentam negociar a liberação da pista.

De acordo com a polícia, a previsão é que os trabalhos de reintegração aconteçam ao longo de dois dias. 

Participam da ação integrantes do 8º Batalhão (8º BPM), do 5º Batalhão (5º BPM), do Batalhão de Radiopatrulha (BPRv), do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Cavalaria.

As negociações com os ocupantes do local são coordenadas pelo Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar (PM).

Os mandados começaram a ser cumpridos às 6h, quando houve resistência por parte da população e, pouco tempo depois, os moradores se revoltaram, fecharam a BR e entraram em confronto com militares do Bope, que revidou lançando gás de pimenta nos manifestantes. Os policiais ficaram de prontidão para outro revide, mas a situação foi controlada.

Segundo o tenente-coronel Neivaldo, subcomandante do Comando de Policiamento da Capital, mais de 1800 casas estão sendo desocupadas em uma grande operação.

"A construtora vinculada a caixa deve estar providenciando locais de destino pra essas famílias. Vários caminhões fazem as mudanças e quem puder ir para casa de parentes ou amigos, vai", disse o subcomandante.

A moradora Claudemira de Araújo, que desocupava seu imóvel quando a reportagem chegou, disse que é cadastrada desde 2013, mas que o Município "sumiu" com o seu cadastro e de outros moradores. "Invadi e, ao mesmo tempo não invadi, né (sic), porque estou regularizada. A prefeitura, agora, está dizendo que o cadastro não vale de nada. Pelo menos tenho um galpão pra ir e quem não tem?", disse a moradora.

O Conjunto Antônio Lins de Souza está ocupado desde janeiro deste ano e foi construído com para abrigar famílias que perderam as casas na enchente de 2010 e para contemplar pessoas de baixa renda do município de Rio Largo.

O local conta com 1.849 unidades, das quais cerca de 1.300 foram invadidas.

Com gazetaweb.com

 

 

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