"Isso aqui não é movimento social, é bandidagem”

A declaração do secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, deixa clara a posição do Governo do Estado após o quebra-quebra promovido por manifestantes que exigiam a implantação do passe livre na capital pernambucana; a ordem agora é que o Batalhão de Choque acompanhe os atos desde o início da concentração; bolsas e mochilas serão revistadas e o uso de máscaras e escudos serão coibidos; a manifestação desta quarta-feira teve como saldo o incêndio de ônibus e veículos, além de danos ao patrimônio público e privado

A declaração do secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, deixa clara a posição do Governo do Estado após o quebra-quebra promovido por manifestantes que exigiam a implantação do passe livre na capital pernambucana; a ordem agora é que o Batalhão de Choque acompanhe os atos desde o início da concentração; bolsas e mochilas serão revistadas e o uso de máscaras e escudos serão coibidos; a manifestação desta quarta-feira teve como saldo o incêndio de ônibus e veículos, além de danos ao patrimônio público e privado
A declaração do secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, deixa clara a posição do Governo do Estado após o quebra-quebra promovido por manifestantes que exigiam a implantação do passe livre na capital pernambucana; a ordem agora é que o Batalhão de Choque acompanhe os atos desde o início da concentração; bolsas e mochilas serão revistadas e o uso de máscaras e escudos serão coibidos; a manifestação desta quarta-feira teve como saldo o incêndio de ônibus e veículos, além de danos ao patrimônio público e privado (Foto: Paulo Emílio)
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PE247 - Depois do quebra-quebra registrado no Recife, nesta última quarta-feira (21), durante manifestação promovida pela Frente de Luta pelo Transporte Público, que exigia a implantação do passe livre e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades no sistema de transporte público da Capital, o Governo do Estado afirmou que irá endurecer as ações no sentido de evitar distúrbios. Isso aqui não é movimento social, é bandidagem”, disse o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, em referência aos atos de vandalismo e depredações que resultaram em danos ao patrimônio e veículos incendiados. Entre as medidas que serão adotadas, está o acompanhamento permanente dos manifestantes, desde o momento da concentração, pelo Batalhão de Choque, a revista de bolsas e mochilas, além da proibição do uso de máscaras ou escudos pelos ativistas.

"Desde o início dos protestos, a polícia foi orientada para proteger as pessoas que participavam pacificamente dessas manifestações. Mas ontem o movimento mudou de rumo, extrapolou todos os limites. Não podemos ficar passivos", afirmou Damázio. Segundo o secretário, como Pernambuco se destacava pela forma ordeira durante as mobilizações, o Batalhão de Choque não foi acionado para acompanhar o ato desta semana. Segundo ele, a tropa só foi acionada quando o quebra-quebra já estava acontecendo. Agora, todo o protocolo de atuação será revisto. "O artigo 5º da Constituição garante as manifestações nas ruas, mas não permite que as pessoas escondam a sua identidade", justificou o secretário quando indagado sobre a iniciativa de não mais se permitir o uso de máscaras ou capacetes durante os protestos.

Damázio confirmou, ainda, a participação de integrantes ligados ao grupo Black Bloc, que estariam treinando os ativistas recifenses para atuarem de forma mais radical, além de fazerem uso de táticas e recursos violentos para enfrentar a polícia. “Estamos em contato com as polícias de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, para identificar essas pessoas. Não podemos adiantar nenhuma informação para não prejudicar as investigações”, observou.

De acordo com o chefe da Polícia Civil, Oswaldo Moraes, as investigações para identificar os envolvidos nos atos de vandalismo já estão em curso. “Já identificamos algumas pessoas, mas contamos com a ajuda da população para que todos sejam punidos. Foram mais de 14 crimes cometidos, entre eles o de provocar incêndio colocando em risco a vida de outras pessoas, o que pode resultar em seis anos de prisão”, explicou Moraes.

O confronto entre manifestantes e policiais resultou no incêndio de um ônibus e de uma motocicleta da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). Também foram depredadas janelas e vidraças da Câmara de Vereadores, do Cinema São Luiz e de vários estabelecimentos comerciais. Uma estação de aluguel de bicicletas também foi completamente destruída pelos vândalos.

 

 

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