Jackson se reúne com Déda para discutir mudanças administrativas

A informação é do Jornal do Dia, da coluna assinada pelo jornalista Gilvan Manoel; ele informa que o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) irá ao encontro do governador Marcelo Déda (PT) nesta semana em São Paulo para apresentar um amplo diagnóstico sobre a situação do Estado e solicitar aval para operar mudanças no secretariado; “Jackson acha que é hora de unificar a equipe, recompor a maioria na Assembleia Legislativa, evitar a fuga de aliados e prestar serviços eficientes ao povo”, diz  

Jackson se reúne com Déda para discutir mudanças administrativas
Jackson se reúne com Déda para discutir mudanças administrativas

Sergipe 247 – O jornalista Gilvan Manoel, que assina coluna dominical no Jornal do Dia, afirma, na edição desta semana, que o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) irá esta semana a São Paulo para uma nova visita ao governador Marcelo Déda (PT), que lá está em tratamento contra um câncer no estômago, no Hospital Sírio-Libanês. O objetivo da visita é, segundo Manoel, “levar um amplo diagnóstico sobre a situação do Estado e solicitar aval do governador titular para efetuar mudanças, inclusive de nomes, na equipe governamental”.

De acordo com o colunista, Jackson identificou na estrutura administrativa do Governo uma divisão hierárquica entre os secretários – há os que se consideram de primeira linha (que tocam a gestão como se fossem donos de suas áreas e que não precisam dar satisfações ao governador); há os que se sustentam nas funções pelo bom trabalho que desempenham (nesse grupo, Gilvan Manoel cita Valmor Barbosa, da Infraestrutura, Genival Nunes, do Meio Ambiente, e Saumíneo Nascimento, do Desenvolvimento Econômico) e há os que apenas cumprem a rotina de trabalho, sem muita empolgação.

“Jackson acha que é hora de unificar a equipe, dar satisfações à sociedade e convencer os servidores públicos de que não é possível conceder um reajuste decente em função das limitações fiscais, e não por falta de prioridade na administração. Mesmo interinamente, Jackson entende que é preciso azeitar a máquina, recompor a maioria na Assembleia Legislativa, evitar a fuga de aliados e prestar serviços eficientes ao povo que está nas ruas cobrando isso tanto do governo federal quanto dos governos estaduais e municipais”, afirma o jornalista.

Gilvan Manoel reconhece que a conversa entre Déda e Jackson não será fácil, uma vez que “os dois secretários que mais emperram a máquina administrativa do Estado são ligados umbilicalmente ao governador titular”. Seriam Oliveira Júnior (interino na Fazenda) e Pedro Lopes (secretário de Governo).

O colunista do Jornal do Dia ainda diz que, “desde o rompimento com o grupo dos Amorim, no início do ano passado, o Governo Déda ficou sem rumo político”. “As ações são todas voluntariosas e na Assembleia Legislativa quem vota a favor faz isso simplesmente por uma questão de convicção e não por uma articulação do Governo”, ressalta, embora reconheça que a relação entre a gestão e os deputados melhorou desde a chegada de Silvio Santos na Casa Civil.

“Seria bom que Déda, sem abrir mão da sua condição de governado eleito pelo povo sergipano, desse carta branca a Jackson para que nesse período de interinidade o Estado pudesse funcionar plenamente, sem qualquer ruptura política ou administrativa”, conclui. 

Foto: Marcos Rodrigues/ASN

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