Janio: Argentina tem mais chances de desvendar morte de Jango

"Além de Jango ter sido vigiado sempre pelos "serviços" de lá, a decência e a coragem dos argentinos para desvendar seus segredos é infinitamente maior que a dos militares e agentes brasileiros", diz o jornalista Janio de Freitas

Frames do filme documentário "Jango em 3 Atos", produzido pela TV Senado. O filme conta a história da vida, do governo e do exílio do ex-presidente da República João Goulart.

Com direção do jornalista Deraldo Goulart, o documentário foi criado por meio
Frames do filme documentário "Jango em 3 Atos", produzido pela TV Senado. O filme conta a história da vida, do governo e do exílio do ex-presidente da República João Goulart. Com direção do jornalista Deraldo Goulart, o documentário foi criado por meio (Foto: Leonardo Attuch)
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RS 247 - O jornalista Janio de Freitas vê maiores chances de sucesso na investigação argentina sobre a morte do ex-presidente João Goulart do que na brasileira. É o que ele aponta em sua coluna publicada neste domingo na Folha de S. Paulo. Leia abaixo um  trecho:

JANGO

A investigação aberta pelo Ministério Público da Argentina tem mais possibilidades de chegar a uma conclusão sobre a morte de João Goulart do que a investigação brasileira. Exceto quanto ao envenenamento, ou não, como causa pesquisada com a recente exumação.

Além de Jango ter sido vigiado sempre pelos "serviços" de lá, a decência e a coragem dos argentinos para desvendar seus segredos é infinitamente maior que a dos militares e agentes brasileiros. Graças a essa qualidade argentina, descobre-se, por exemplo, como efeito colateral de um velho pedido de vigilância sobre brasileiros em Buenos Aires, que um quartel do Exército no interior do Paraná teve papel relevante na perseguição a exilados brasileiros, inclusive a Jango.

Está com os argentinos a oportunidade de descobrir, afinal, o que é verdadeiro nos fartos relatos de Mario Neira Barreiro, ex-agente que se diz participante de uma operação de envenenamento de Jango. Quando dois jornais publicaram aqui, em dezembro, que Neira "vive no Rio Grande do Sul, em liberdade condicional", ele já vivia em Buenos Aires. Até já dera entrevista, explicando por que, posto na condicional, tratou de fugir, mas não para o Uruguai, seu país: "Na Argentina o nosso pessoal pode me dar melhores condições"

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