Janot: delação ‘não é jabuticaba e não foi inventada no Brasil’

Diante de duras críticas à forma como os acordos de delação premiada vêm sendo firmados no Brasil, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu o instrumento, que como lembrou, é adotado no mundo inteiro; “Esse tipo de colaboração não é jabuticaba. Ela não foi inventada no Brasil. Ela não nasceu de alguém que acordou e foi fazer a barba e teve essa grande ideia”, afirmou; Janot não comentou, no entanto, as prisões preventivas que são feitas no âmbito da Operação Lava Jato antes do acordo de delação

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janot (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - Com tantas críticas a delações premiadas por parte de investigados na Operação Lava Jato, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, defendeu este instrumento como forma de para ajudar a solucionar crimes, principalmente, ligados à corrupção e desvios de recursos. Segundo ele, este procedimento é adotado no mundo inteiro.

Janot classificou como “rasa” a interpretação de que quem opta por fazer acordos de delação seja “dedo-duro” ou “caguete”. “Esse tipo de colaboração não é jabuticaba. Ela não foi inventada no Brasil. Ela não nasceu de alguém que acordou e foi fazer a barba e teve essa grande ideia”, afirmou Janot, em palestra na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O colaborador confessa o crime e aponta o caminho para a investigação”, acrescentou.

Segundo o procurador, não é verdade que só faz esse tipo de colaboração quem já está preso e pretende redução da pena. Janot afirmou que, do total de delações premiadas acertadas no caso da Lava-Jato, 85% foram com réus que não estavam presos.

 

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