Jardel não aparece para depor na Comissão de Ética

Subcomissão Processante, da Comissão de Ética Parlamentar, não conseguiu ouvir o deputado Mario Jardel (PSD) em uma audiência fechada ao público nesta quarta-feira (16); ex-jogador é acusado de se apropriar de diárias, manter funcionários fantasmas e exigir repasse de parte dos salários de assesso

Subcomissão Processante, da Comissão de Ética Parlamentar, não conseguiu ouvir o deputado Mario Jardel (PSD) em uma audiência fechada ao público nesta quarta-feira (16); ex-jogador é acusado de se apropriar de diárias, manter funcionários fantasmas e exigir repasse de parte dos salários de assesso
Subcomissão Processante, da Comissão de Ética Parlamentar, não conseguiu ouvir o deputado Mario Jardel (PSD) em uma audiência fechada ao público nesta quarta-feira (16); ex-jogador é acusado de se apropriar de diárias, manter funcionários fantasmas e exigir repasse de parte dos salários de assesso (Foto: Paulo Emílio)

Sul21A Subcomissão Processante, da Comissão de Ética Parlamentar, não conseguiu ouvir o deputado Mario Jardel (PSD) em uma audiência fechada ao público nesta quarta-feira (16). O ex-jogador, que já escapou da cassação por uma decisão judicial em julho, voltou a se ausentar da Casa, como tem feito ao longo do processo instalado na Assembleia Legislativa que pode levá-lo a perder o mandato.

A presença de Jardel na AL não era garantida uma vez que sua defesa ainda tenta anular a própria existência da subcomissão processante sob a alegação de que sua duração superou o prazo máximo de 120 dias, o que exigiria a instalação de uma nova subcomissão do zero.

Jardel deveria ter prestado depoimento no dia 25 de outubro, mas não compareceu a audiência da subcomissão. Por meio de seu advogado, o deputado encaminhou atestado justificando a ausência em razão de uma internação de sua avó, de 87 anos.

Ele foi alvo da operação Gol Contra, do Ministério Público, deflagrada em novembro do ano passado. A investigação acusou Jardel de se apropriar de diárias, manter funcionários fantasmas e exigir repasse de parte dos salários de assessores. Ele então teve contra ele aberto um processo de cassação de seu mandato na Assembleia Legislativa por quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa.

Novela

Jardel já esteve perto de perder o mandato em julho, quando a Assembleia tinha agendado a votação que poderia definir sua cassação por quebra de decoro parlamentar. Na época, o parecer pela cassação de Jardel já tinha sido aprovado nas comissões de Ética e de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

No entanto, o processo foi suspenso devido a uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ), atendendo a um pedido do advogado do parlamentar, Rogério Bassotto, que alegou que o ex-jogador não teve a oportunidade de se defender durante o processo na Assembleia Legislativa.

Porém, todas as vezes que foi marcado o depoimento de Jardel na Subcomissão de Ética, ele apresentou atestado, já que estava em licença-saúde e, portanto, afastado do Legislativo. O processo foi então reiniciado na subcomissão de ética.

Jardel teve o mandato suspenso em novembro de 2015 após a deflagração da operação Gol Contra e depois entrou em licença saúde, mas reassumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa em 19 de julho. Desde então, porém, ele tem registrado seguidas faltas, apesar de continuar recebendo salário de deputado.

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