JBS delata vice do PMDB que traiu Pimentel

Em articulação para assumir o governo de Minas Gerais caso o petista Fernando Pimentel seja afastado, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), é citado em planilhas da JBS, junto ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apontam aproximadamente R$ 8 milhões em repasses

Antônio Andrade (PMDB)
Antônio Andrade (PMDB) (Foto: Giuliana Miranda)

Minas 247 - O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), foi citado pelo lobista Ricardo Saud, responsável pelo pagamento de propinas a políticos da JBS. Andrade está em articulação para assumir o governo de Minas Gerais caso o petista Fernando Pimentel seja afastado. Ele aparece nas planilhas da JBS junto ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apontam aproximadamente R$ 8 milhões em repasses.

As informações são de reportagem de José Marques na Folha de S.Paulo.

"Os documentos foram entregues ao Ministério Público Federal pelo lobista Ricardo Saud, executivo da empresa, e indicam que os valores foram transferidos em 2014, durante a campanha eleitoral, por meio de contratos com escritórios de advocacia.

Saud disse em delação que mais de 100 escritórios emitiram notas frias da JBS para repassar propinas a políticos.

Toninho Andrade, como é conhecido, também é presidente do PMDB em Minas, foi ministro da Agricultura no governo Dilma e era deputado federal quando se elegeu vice na chapa de Pimentel.

Após a posse, em 2015, Pimentel foi alvo da operação Acrônimo e hoje é denunciado duas vezes pela Procuradoria-Geral da República.

Ele aguarda o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidir se será transformado em réu. Se a corte acolher os processos, o governador pode ser afastado do cargo.

Com Pimentel na berlinda, Andrade rompeu com o PT e passou a procurar aliados para um governo próprio. Um dos trunfos do vice era um passado político sem grandes escândalos, mas isso mudou."

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