Jô Moraes: 'A democracia neste momento está ameaçada'

Na sessão de votação do decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) alertou para "a gravidade do momento", ao denunciar a "falta de lastro orçamentário e logístico para esta ação, bem como o sucateamento das Forças Armadas"; "É muito grave que votemos este Decreto de intervenção sem sequer o governo apresentar quais as medidas que se fazem necessárias, qual o Orçamento para implementá-las", disse a deputada

Plen�rio Ulysses Guimar�es Sess�o Solene em homenagem ao vice-presidente da Rep�blica Jos� de Alencar Dep. jo Moraes Foto: Janine Moraes 27.04.2010
Plen�rio Ulysses Guimar�es Sess�o Solene em homenagem ao vice-presidente da Rep�blica Jos� de Alencar Dep. jo Moraes Foto: Janine Moraes 27.04.2010 (Foto: Romulo Faro)

Minas 247 - Na sessão de votação do decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (20), a deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) alertou para "a gravidade do momento", ao denunciar a "falta de lastro orçamentário e logístico para esta ação, bem como o sucateamento das Forças Armadas" – o contingenciamento de recursos para a construção do satélite de vigilância das fronteiras e a falta de verbas até para a gasolina dos voos de patrulhamento da Aeronáutica.

"Desde 1988, quando da promulgação da nova Constituição não houve no Brasil nenhuma intervenção federal. A democracia neste momento está ameaçada. É muito grave que votemos este Decreto de intervenção sem sequer o governo apresentar quais as medidas que se fazem necessárias, qual o Orçamento para implementá-las; como será acionado o Serviço de Inteligência nas fronteiras para barrar a entrada de armas e de drogas. Ou ainda, como se dará o reforço da estrutura para os profissionais da segurança pública do Rio de Janeiro. Estamos votando um decreto que só tem uma assinatura", disse a deputada.

Efetividade

Jô lembrou que o governo Temer já fez 11 operações militares no Estado do Rio de Janeiro sem que nenhum resultado tivesse sido apresentado à população. "As decisões de garantira da lei e da ordem, o envio de tropas federais para serem mais eficazes teriam que se traduzir em resultado: Quantos bandidos foram presos? Quantos chefes de tráfico foram presos? Em quantas comunidades a população teve assegurado seu direito de ir e vir?", questionou.

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