João critica Torre e defende venda de terrenos

O prefeito João Alves Filho (DEM) aproveitou a solenidade de posse do novo secretário da Fazenda de Aracaju, Jair Araújo, nesta sexta (14), para falar da situação de crise econômica da administração, defender a venda de terrenos por parte da administração para melhor o fluxo de caixa e fazer duras críticas à empresa Torre, por ter suspendido a coleta de lixo na cidade; João afirmou que confia plenamente em Jair e rechaçou que a escolha pelo nome do novo secretário tenha sido indicação do grupo liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC)

O prefeito João Alves Filho (DEM) aproveitou a solenidade de posse do novo secretário da Fazenda de Aracaju, Jair Araújo, nesta sexta (14), para falar da situação de crise econômica da administração, defender a venda de terrenos por parte da administração para melhor o fluxo de caixa e fazer duras críticas à empresa Torre, por ter suspendido a coleta de lixo na cidade; João afirmou que confia plenamente em Jair e rechaçou que a escolha pelo nome do novo secretário tenha sido indicação do grupo liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC)
O prefeito João Alves Filho (DEM) aproveitou a solenidade de posse do novo secretário da Fazenda de Aracaju, Jair Araújo, nesta sexta (14), para falar da situação de crise econômica da administração, defender a venda de terrenos por parte da administração para melhor o fluxo de caixa e fazer duras críticas à empresa Torre, por ter suspendido a coleta de lixo na cidade; João afirmou que confia plenamente em Jair e rechaçou que a escolha pelo nome do novo secretário tenha sido indicação do grupo liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC) (Foto: Valter Lima)
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Valter Lima, do Sergipe 247 - O prefeito João Alves Filho (DEM) aproveitou a solenidade de posse do novo secretário da Fazenda de Aracaju, Jair Araújo, nesta sexta-feira (14), para falar da situação de crise econômica da administração, defender a venda de terrenos por parte da administração para melhor o fluxo de caixa e fazer duras críticas à empresa Torre, por ter suspendido a coleta de lixo na cidade. João afirmou que confia plenamente em Jair e rechaçou que a escolha pelo nome do novo secretário tenha sido indicação do grupo liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC).

“Essa coisa de indicação eu não trato com grupo político. Eu decido o melhor para o nosso povo”, disse. “O nome de Jair vem resolver um problema pendente há meses, que era a falta de um secretário da Fazenda em tempo integral. Jair traz segurança da eficiência. Ele foi brilhante como presidente do Banese, além disso teve o Banco do Povo, sob sua gestão que foi considerado pelo BNDES o melhor banco de microcrédito do Brasil. É um homem testado, é da minha confiança”, ressaltou.

O prefeito reiterou que a situação financeira é difícil e lamentou que tenha ocorrido o atraso no pagamento de parte dos salários dos servidores. Neste contexto, ele saiu em defesa do projeto de lei, aprovado nesta semana pela Câmara que autoriza a venda de terrenos de propriedade da prefeitura. “Esta foi uma medida criativa. Não estou tomando dinheiro emprestado porque teria juros para pagar. Os terrenos estão lá ociosos, sob risco de invasão, então a gente vai vender para pagar as dívidas e a folha”, argumentou. Haverá um leilão para comercialização dos terrenos.

Empréstimo

Questionado pela reportagem sobre o empréstimo contraído pela administração ainda em 2012 junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de 132 milhões de dólares (o que em moeda nacional supera a casa dos R$ 450 milhões), o prefeito informou que os recursos ainda não foram liberados, mas disse que os contratos serão assinados em breve. Com este dinheiro, João pretende construir a avenida Perimetral Oeste, que cortará toda a cidade, e revitalizar o Parque da Sementeira.

“Torre quebrou acordo”

Ao falar sobre a crise na coleta de lixo na capital, o prefeito acusou a empresa Torre de estar agindo de forma desleal. “Há três semanas, os diretores vieram aqui na prefeitura e conversaram com a gente. Vieram aqui me ameaçando. Mas eu disse: ‘não me ameace, porque eu reajo’. Eu mostrei para eles que íamos vender os terrenos, como o projeto de lei já aprovado na Câmara, para honrar esta dívida. Aí eles concordaram e fecharam o acordo. Mas fui surpreendido ontem, quando estava em Brasília, que suspenderam o serviço. E alegaram que mudou o diretor. Isso é inaceitável”, afirmou.

João ressaltou que “a coleta de lixo é um serviço público essencial e não pode ser interrompido sem uma comunicação prévia”. “Eles não nos notificaram, mas a prefeitura já os notificou judicialmente por causa dessa ilegalidade. A Torre foi desrespeitosa”, complementou.

De acordo com João, a dívida está “em torno de R$ 14 milhões e R$ 15 milhões, mas, segundo ele, boa parte deste déficit foi deixado pela administração passada”. “Mas é minha obrigação pagar. E nós vamos honrar”, completou. Junto a uma fonte da prefeitura, a reportagem apurou que a dívida é maior e chega a R$ 17 milhões.

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