João Doria, o surfista do antipetismo

Pouco conhecido pelos paulistanos, Doria aproveita-se da rejeição da população ao PT e de sua fortuna para se eleger no primeiro turno; texto de Miguel Martins, da Carta Capital

Pouco conhecido pelos paulistanos, Doria aproveita-se da rejeição da população ao PT e de sua fortuna para se eleger no primeiro turno; texto de Miguel Martins, da Carta Capital
Pouco conhecido pelos paulistanos, Doria aproveita-se da rejeição da população ao PT e de sua fortuna para se eleger no primeiro turno; texto de Miguel Martins, da Carta Capital (Foto: Gisele Federicce)

Por Miguel Martins, da CartaCapital - Em uma prova do reality show O Aprendiz, em 2011, João Doria Junior, então apresentador da versão nacional do programa criado por Donald Trump, colocou contra a parede um dos participantes na presença de uma empresária espanhola do ramo de turismo. Doria recriminou o rapaz por ter usado o nome da gestora para obter vantagens em uma prova da atração televisiva.

Prestes a ser "demitido", o equivalente a ser eliminado do programa, o participante desculpou-se por utilizar suas relações com a empresária para conseguir um simples contato telefônico. Doria encheu a boca e disparou: "Este país só vai mudar quando tiver ética, princípios".

Nos últimos dez anos, Doria aderiu ao proselitismo político por onde passou: do movimento Cansei, criado em 2007 para protestar contra o "caos aéreo", responsabilidade atribuída ao então presidente Lula, até sua eleição à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB no domingo 2, o empresário encarnou o antipetismo das elites brasileiras como poucos.

Doria conquistou 53% do eleitorado paulistano ao se apresentar como self-made man, o "João Trabalhador", como celebra seu jingle de campanha, o gestor capaz de levar a eficiência do setor privado para a prefeitura paulistana, tal como Michael Bloomberg, dono de um império midiático e ex-prefeito de Nova York.

Leia aqui a íntegra do texto.

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