Jogador brasileiro deixa de ir ao mercado na Geórgia por conta do racismo

"Toda vez que eu entrava no mercado, dois funcionários me seguiam. Todas as vezes", contou Filipe Vasconcelos Paim

(Foto: Merani Martvili FC/Divulgação)
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247 - O jogador de futebol brasileiro Filipe Vasconcelos Paim, de 23 anos de idade, que joga no Merani Martvili, na Geórgia, contou à Folha de S. Paulo que deixou de ir ao mercado por conta dos olhares preconceituosos que recebe.

Filipe e dois companheiros de time são os únicos negros de Martvili, cidade com 4.500 habitantes a 280 quilômetros da capital, Tbilisi.

"Sabia que poderia passar por situações assim quando vim para cá. São coisas que infelizmente podem acontecer com todo negro. Inclusive no Brasil, que é um dos países mais racistas do mundo. Mas há cenas que vivi aqui que nunca tinha visto ou vivido. Mesmo pensando que algo poderia acontecer, eu sou um ser humano", disse.

"Toda vez que eu entrava no mercado, dois funcionários me seguiam. Todas as vezes. Eu andava de um lado para o outro, ia e voltava para a mesma prateleira. Fazia de propósito, só para sacanear", completou.

O atleta falou que deixou de ir ao mercado e que mulheres georgianas que fazem a limpeza de sua casa se oferecem para ir às compras.

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