Jovens negros de AL são mais vulneráveis à violência

Os jovens negros que residem em Alagoas são os mais vulneráveis à violência em todo o País, de acordo com relatório divulgado pela Presidência da República; Paraíba, Pernambuco e Ceará aparecem em seguida; os jovens vítimas da vulnerabilidade tem entre 12 e 29 anos de idade

Os jovens negros que residem em Alagoas são os mais vulneráveis à violência em todo o País, de acordo com relatório divulgado pela Presidência da República; Paraíba, Pernambuco e Ceará aparecem em seguida; os jovens vítimas da vulnerabilidade tem entre 12 e 29 anos de idade
Os jovens negros que residem em Alagoas são os mais vulneráveis à violência em todo o País, de acordo com relatório divulgado pela Presidência da República; Paraíba, Pernambuco e Ceará aparecem em seguida; os jovens vítimas da vulnerabilidade tem entre 12 e 29 anos de idade (Foto: Voney Malta)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Alagoas247 - Relatório divulgado pela Presidência da República aponta que os jovens negros mais vulneráveis à violência no Brasil residem em Alagoas. O resultado é considerado "muito alto" pelos técnicos responsáveis pelo estudo. Os dados apontam que os jovens negros são as principais vítimas da violência no País e têm 2,5 vezes mais chances de ser assassinados do que jovens brancos. O material foi confeccionado pela Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e divulgado nesta quinta-feira (7). 

Com relação à vulnerabilidade racial, o estudo diz que Alagoas é o estado que apresenta maior índice, seguido com uma certa folga dos estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará. Conforme o levantamento, os jovens vítimas da vulnerabilidade tem entre 12 e 29 anos de idade. Já o estado de São Paulo tem a menor taxa, ao lado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal.

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas, Daniel Nunes, os dados divulgados nesta quinta-feira mostram triste realidade que o estado enfrenta desde 1992. Ainda de acordo com Nunes, a OAB não pode precisa hoje quais são os motivos que resultam na morte dos jovens negros, mas acredita-se que os crimes sejam provocados por motivo fútil. 

“Esse relatório não surpreende a OAB. Essa é a realidade de Alagoas há muito tempo. Infelizmente, até o momento não vislumbramos nenhuma mudança nesse sentido”, expôs Nunes. O relatório traz, ainda, um índice inédito, que mostra que a cor da pele dos jovens está diretamente relacionada ao risco de exposição à violência. O cálculo levou em conta a mortalidade por homicídios e acidentes de trânsito, frequência à escola e situação de emprego, pobreza e desigualdade social. 

Os dados fazem parte do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014, elaborado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ministério da Justiça e Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil. Os dados utilizados são de 2012.

O Nordeste é a região com maior distância entre a taxa de homicídios de jovens negros e brancos. Em 2012, foram assassinados 87 negros para cada grupo de 100 mil jovens negros na região, contra 17,4 jovens brancos para cada grupo de 100 mil jovens brancos.

Com gazetaweb.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247