Juiz é investigado por participar de aula sobre ilegalidades da Lava Jato

Desembargador Paulo Barros da Silva Lima, corregedor-geral da Justiça de Alagoas, determinou a abertura de sindicância administrativa contra o juiz de direito Marcelo Tadeu Lemos para que este preste esclarecimentos sobre sua participação em uma aula popular, com outros juristas, sobre ilegalidades na Lava Jato, ocorrida em maio em Curitiba; sindicância foi aberta com o argumento de que o evento que o juiz participou seria de orientação político-partidária e que estaria no âmbito de sua vida pessoal e, para participar do evento, ele teria se ausentado de suas funções

Desembargador Paulo Barros da Silva Lima, corregedor-geral da Justiça de Alagoas, determinou a abertura de sindicância administrativa contra o juiz de direito Marcelo Tadeu Lemos para que este preste esclarecimentos sobre sua participação em uma aula popular, com outros juristas, sobre ilegalidades na Lava Jato, ocorrida em maio em Curitiba; sindicância foi aberta com o argumento de que o evento que o juiz participou seria de orientação político-partidária e que estaria no âmbito de sua vida pessoal e, para participar do evento, ele teria se ausentado de suas funções
Desembargador Paulo Barros da Silva Lima, corregedor-geral da Justiça de Alagoas, determinou a abertura de sindicância administrativa contra o juiz de direito Marcelo Tadeu Lemos para que este preste esclarecimentos sobre sua participação em uma aula popular, com outros juristas, sobre ilegalidades na Lava Jato, ocorrida em maio em Curitiba; sindicância foi aberta com o argumento de que o evento que o juiz participou seria de orientação político-partidária e que estaria no âmbito de sua vida pessoal e, para participar do evento, ele teria se ausentado de suas funções (Foto: Paulo Emílio)
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Por Ivan Longo, na Revista FórumFoi publicado nesta terça-feira (1), no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de Alagoas, que o desembargador Paulo Barros da Silva Lima, corregedor-geral da Justiça do Estado, determinou a abertura de sindicância administrativa contra o juiz de direito Marcelo Tadeu Lemos. O TJ alagoano quer que Lemos preste esclarecimentos sobre sua participação em uma aula popular, com outros juristas, sobre ilegalidades na Lava Jato, ocorrida em 10 de maio em Curitiba (PR).

A abertura da sindicância vem às vésperas de outro evento que o juiz confirmou presença: o Tribunal Popular da Lava Jato, organizado pelo Coletivo Advogados e Advogadas pela Democracia, que reunirá outros juristas de renome no dia 11 de agosto, também em Curitiba. O evento tem por objetivo identificar supostas ilegalidades no modus operandi da operação Lava Jato e, a partir do resultado do tribunal, levar os encaminhamentos ao STF em Brasília.

Na publicação do Diário Oficial, o desembargador justifica a abertura da sindicância com o argumento de que o evento que o juiz participou seria de orientação político-partidária e que estaria no âmbito de sua vida pessoal e, para participar deste, teria se ausentado de suas funções como juiz no estado. Para Marcelo Tadeu Lemos, o argumento não se sustenta.

"A gente tem a liberdade de ir e vir. Só quando vai sair do pais que você tem que se manifestar. E eu fui a convite de entidades. Vida privada é se eu fosse passear em Curitiba. Eu estava em um ambiente institucional, um evento da sociedade civil organizada", disse o juiz em entrevista à Fórum.

Lemos afirmou que vai responder à sindicância e que todo e qualquer fato será apurado. Ele ponderou, no entanto, que a abertura de sindicância vir entre um evento e o outro poderia ser uma forma de pressioná-lo a não participar do segundo, que acontece na semana que vem. Ainda assim, ele garantiu que estará presente.

"Irei, sim. Até por que eu quero aprender com a discussão dos dois vieses . ‭Isso é muito valioso", disse o juiz, que informou ainda que narrará o episódio da sindicância na abertura da sessão, cuja a presidência será dele.

O evento Tribunal Popular da Lava Jato contará, ainda, com a presença de Beatriz Vargas Ramos, Marcello Lavenère, Antônio Maues, Juliana Teixeira, Gerson Silva, José Carlos Portella Júnior, Michelle Cabrera, Claudia Maria Barbos e Vera Karam Chueiri no corpo de jurados. O ex-ministro da Justiça e procurador Eugênio Aragão será responsável pela acusação contra a operação. O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ficará com a defesa crítica e irônica.

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