Justiça de SP absolve ex-diretores da Bancoop

A Justiça de São Paulo absolveu cinco acusados de envolvimento em desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), entre eles o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que atuou como diretor administrativo e financeiro da cooperativa; de acordo com a juíza, “não há elementos suficientes que autorizem o reconhecimento do crime autônomo de quadrilha ou bando”

Brasília- DF- Brasil- 09/04/2015- O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 09/04/2015- O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

SP 247 - A Justiça de São Paulo absolveu cinco acusados de envolvimento em desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), entre eles o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que atuou como diretor administrativo e financeiro da cooperativa. Também foram absolvidos Ana Maria Érnica, Leticya Achur Antonio, Tomás Edson Botelho Fraga e Henir Rodrigues de Oliveira. o Ministério Público (MP-SP) denunciou os acusados pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. A decisão foi proferida no dia 8 de novembro do ano passado. 

Em sua decisão, a juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa afirmou em sua decisão que alguns fatos descritos na denúncia não foram demonstrados. “Desde logo se assenta que não foi especificado qual a informação omitida, nem quais os balanços e muito menos quais seriam as ‘contas, balanços e outro documentos’ que constituiriam a própria materialidade do pretenso delito”, disse a magistrada, referindo-se a uma das acusações (falsidade ideológica).

De acordo com a juíza, “não há elementos suficientes que autorizem o reconhecimento do crime autônomo de quadrilha ou bando”.  “Não foi possível concluir houvessem juntos concorrido para a prática de crimes de estelionato e ante a míngua de demonstração da coautoria imputada quanto à prática dos crimes de estelionato, tampouco é possível admitir-se que estivessem eles associados entre si e com terceiras pessoas para praticar crimes, de forma a autorizar o reconhecimento da quadrilha.”

A decisão é de Primeira Instância e cabe recurso do Ministério Público, que foi apresentado no dia 23 de janeiro. 

De acordo com o banco, as acusações "não têm base de sustentação". "De toda forma, a Bancoop estará, como sempre esteve, à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos", diz o banco.

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