Justiça Federal em BH retoma julgamento da Chacina de Unaí

Há quase 12 anos, quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no noroeste de Minas Gerais, em um episódio que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Três auditores fiscais e um motorista foram mortos a tiros durante fiscalização regular em fazendas de plantação de feijão na região; após investigação, em 2004, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal anunciaram ter desvendado o crime: o fazendeiro Noberto Mânica e o empresário José Alberto de Castro respondem por homicídio doloso qualificado

Há quase 12 anos, quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no noroeste de Minas Gerais, em um episódio que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Três auditores fiscais e um motorista foram mortos a tiros durante fiscalização regular em fazendas de plantação de feijão na região; após investigação, em 2004, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal anunciaram ter desvendado o crime: o fazendeiro Noberto Mânica e o empresário José Alberto de Castro respondem por homicídio doloso qualificado
Há quase 12 anos, quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no noroeste de Minas Gerais, em um episódio que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Três auditores fiscais e um motorista foram mortos a tiros durante fiscalização regular em fazendas de plantação de feijão na região; após investigação, em 2004, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal anunciaram ter desvendado o crime: o fazendeiro Noberto Mânica e o empresário José Alberto de Castro respondem por homicídio doloso qualificado (Foto: Leonardo Attuch)
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Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil

O julgamento de dois dos acusados pela Chacina de Unaí, na Justiça Federal em Belo Horizonte, será retomado nesta quarta-feira. O julgamento do fazendeiro Noberto Mânica, acusado de ser o mandante do crime, e do empresário José Alberto de Castro, apontado como intermediário na contratação de pistoleiros, já condenados, começou às 8h30, com o sorteio do conselho de sentença, formado por três homens e quatro mulheres.

O julgamento de dois dos acusados pela chacina de Unaí, na Justiça Federal em Belo Horizonte, será retomado amanhã (28), às 9h. O julgamento Noberto Mânica, acusado de ser o mandante do crime, e José Alberto de Castro

O julgamento de dois dos acusados pela chacina de Unaí, na Justiça Federal em Belo Horizonte. Estão sendo julgados o fazendeiro Noberto Mânica e José Alberto de CastroDivulgação/Justiça Federal em BH

Antes, auditores fiscais do Trabalho protestaram em frente ao prédio da Justiça Federal. Eles reclamaram da demora para os julgamentos. Os servidores deitaram no chão e formaram quatro cruzes para lembrar os mortos na chacina.

Durante todo o dia foram ouvidas várias testemunhas de acusação, a primeira foi o delegado da Polícia Civil Wagner Pinto de Souza, responsável, na época, pela investigação do crime. Também foi ouvida Elba Soares da Silva, mulher do auditor fiscal Nelson José da Silva, uma das vítimas na chacina, ocorrida em 2004, Ela disse, durante depoimento, que o marido foi ameaçado pelo fazendeiro Norberto Mânica.

O julgamento foi suspenso por volta das 20h e será retomado na manhã desta quarta-feira (28).

Chacina de Unaí

Há quase 12 anos, quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no noroeste de Minas Gerais, em um episódio que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Três auditores fiscais e um motorista foram mortos a tiros durante fiscalização regular em fazendas de plantação de feijão na região.

Após investigação, em 2004, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal anunciaram ter desvendado o crime. Noberto Mânica e José Alberto de Castro respondem por homicídio doloso qualificado.

O julgamento já havia sido adiado duas vezes, uma em setembro de 2013 e na quinta-feira (22) da semana passada. O primeiro julgamento relacionado ao episódio ocorreu em 31 de agosto de 2013, nove anos após o crime, quando três pistoleiros foram julgados e culpados por um juri popular na capital mineira. Um quarto pistoleiro morreu antes do julgamento.

Ainda faltam serem julgados o ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, irmão do fazendeiro Norberto Mânica, e o empresário Hugo Alves Pimenta. Os julgamentos estão previstos para novembro.

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