Justiça impede Iesa de demitir mil no RS

A Justiça gaúcha determinou a suspensão das dispensas por parte de Iesa Óleo e Gás, que não tem recursos para bancar as mil demissões que planejava fazer; companhia pode arcar com multa de R$ 100 milhões; cortes da empresa, que teve executivos presos na Operação Lava Jato, da PF, se deve a rescisão de contrato pela Petrobras; caso as demissões sejam confirmadas, a Prefeitura de Charqueadas, município da região metropolitana de Porto Alegre onde fica uma unidade da empreiteira, estuda decretar estado de calamidade

A Justiça gaúcha determinou a suspensão das dispensas por parte de Iesa Óleo e Gás, que não tem recursos para bancar as mil demissões que planejava fazer; companhia pode arcar com multa de R$ 100 milhões; cortes da empresa, que teve executivos presos na Operação Lava Jato, da PF, se deve a rescisão de contrato pela Petrobras; caso as demissões sejam confirmadas, a Prefeitura de Charqueadas, município da região metropolitana de Porto Alegre onde fica uma unidade da empreiteira, estuda decretar estado de calamidade
A Justiça gaúcha determinou a suspensão das dispensas por parte de Iesa Óleo e Gás, que não tem recursos para bancar as mil demissões que planejava fazer; companhia pode arcar com multa de R$ 100 milhões; cortes da empresa, que teve executivos presos na Operação Lava Jato, da PF, se deve a rescisão de contrato pela Petrobras; caso as demissões sejam confirmadas, a Prefeitura de Charqueadas, município da região metropolitana de Porto Alegre onde fica uma unidade da empreiteira, estuda decretar estado de calamidade (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 – A Justiça do Rio Grande do Sul determinou, neste final de semana, a suspensão das dispensas por parte de Iesa Óleo e Gás, que não tem recursos para bancar as demissões. A empresa, alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), enfrenta crise financeira. A Prefeitura de Charqueadas, município da região metropolitana de Porto Alegre onde fica uma unidade da empreiteira, estuda decretar estado de calamidade, caso as rescisões sejam confirmadas.

No entanto, a empresa, que teve executivos presos no último dia 15, está impedida judicialmente de demitir cerca de mil funcionários, sob pena de arcar com uma multa de R$ 100 milhões. Conforme determinação judicial, a Iesa Óleo e Gás deve negociar as rescisões com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), e tem de apresentar soluções à recolocação da mão de obra. Neste domingo (23), terminou o prazo para que a Iesa Óleo e Gás apresentasse um plano de recuperação judicial para não se desmantelar financeiramente.

A Iesa Óleo e Gás enfrenta uma crise financeira após o fim de um acordo de R$ 800 milhões com a Petrobras, que também é alvo da Operação Lava Jato. No último dia 18, uma comitiva de Charqueadas, além de prefeitos de cidades próximas, se reuniram com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para discutir as possíveis demissões da Iesa (leia aqui). Mas ainda não há solução definida para a empresa arcar com as rescisões.

O diretor financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Luis Wolff, compareceu a uma audiência no MPT, com uma representa da empresa e disse ter ficado com a impressão de que a falência da empreiteira é inevitável, segundo informações do jornal gaúcho Zero Hora.

"Para pagar rescisões eles contam com termo aditivo de R$ 20 milhões a ser pago pela Petrobras", afirmou o dirigente. Por sua vez, o prefeito de Charqueadas, Davi Souza, avalia que a solução para o impasse está na estatal. "Acredito que a Petrobras irá pagar e que os funcionários dispensados não vão sair sem as rescisões", acrescentou.

Lava Jato

A operação Lava Jato investiga desvios de recursos públicos em nível nacional. Segundo as investigações, além da Iesa Óleo e Gás, fizeram parte do esquema as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Construtora Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Odebrecht e UTC. Ao todo, 23 executivos ligados a essas empreiteiras foram presos no último sábado (15), a maior parte da OAS. 

As investigações apontaram que esquema, liderado pelo doleiro Alberto Youssef, desviou pelo menos R$ 10 bilhões. De acordo com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, dezenas de políticos, além da estatal, estão envolvidos. O ex-dirigente, que tem delação premiada (quando o réu colabora com as investigações em troca de reduções na pena) afirmou que contratos da estatal tinham cobrança de propina de até 3% pagas por empreiteiras, que abastecia especialmente três partidos - PT, PMDB e PP. PSB e PSDB também foram beneficiados.

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